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Advogado denuncia indícios de fraude em concurso público da Câmara de Jardim
O candidato suspeitou que as letras correspondentes às opções certas estavam apagadas; ele gabaritou a prova
| LUCIA MOREL / CAMPO GRANDE NEWS
Um advogado de Jardim procurou a Polícia Civil para denunciar supostas irregularidades na realização do concurso público da Câmara Municipal da cidade, organizado pelo IAN (Instituto de Avaliação Nacional). O caso passou a ser investigado após o candidato apontar uma falha de impressão nas provas que indicava previamente quais seriam as alternativas corretas.
Conforme o relato registrado na Primeira Delegacia de Polícia de Jardim, o advogado Thin Sam dos Santos realizou o exame no domingo (16) para o cargo de advogado, com a prova tipo A. Durante a aplicação do teste, o candidato suspeitou que as letras correspondentes às opções certas de resposta apresentavam um padrão diferenciado, estando visivelmente mais apagadas ou com tonalidade de tinta diversa em relação às alternativas incorretas.
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Diante do padrão identificado durante a avaliação, o participante optou por assinalar as alternativas que apresentavam a falha gráfica em todo o caderno. Ao conferir o gabarito oficial publicado pela banca organizadora, constatou que obteve pontuação máxima ao marcar exclusivamente as opções que continham a alteração na impressão das letras em todas as 40 questões da prova.
'Decidi seguir minha intuição e testar o padrão: parei de responder analiticamente e marquei no gabarito apenas as letras apagadas em todas as 40 questões. O resultado? Gabaritei a prova inteira. Quando o gabarito oficial saiu, a confirmação matemática do absurdo estava lá', relatou nas redes sociais.
A denúncia protocolada na Polícia Civil inclui a entrega do caderno de questões original e o pedido de apuração sobre as circunstâncias da impressão e distribuição dos exames. Além do boletim de ocorrência, o candidato encaminhou representações formais ao MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) e ao TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) para solicitar a verificação do certame.
Os órgãos de controle e a autoridade policial responsável analisarão os fatos apresentados para apurar se houve uma falha gráfica no processo de impressão dos materiais ou manipulação para favorecer candidatos. Até o momento, não há posicionamento oficial definitivo da banca organizadora ou do Poder Legislativo municipal sobre o andamento das investigações.
A reportagem acionou a Câmara de Vereadores da cidade por e-mail e aguarda retorno.
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