Governo de MS defende apoio da Sudeco para transição energética e inovação

Os recursos disponibilizados por meio do FCO para o Estado já somam quase R$ 34 bilhões investidos

| JUDSON MARINHO / CAMPO GRANDE NEWS


Alex Melotto, secretário-adjunto da Semadesc, participando do  painel “Visão estratégica para o Centro-Oeste e sua inserção nas agendas nacionais de desenvolvimento, competitividade e coesão territorial'(Foto: Divulgação / Governo do Estado)

Representando o governador Eduardo Riedel, o secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Alex Melotto, defendeu o fortalecimento do apoio da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) a projetos estratégicos de transição energética, bioeconomia, inovação e ampliação do acesso ao crédito durante o Fórum Regional de Integração e Desenvolvimento do Centro-Oeste, realizado nesta quarta-feira (10), em Brasília.

Durante o painel “Visão estratégica para o Centro-Oeste e sua inserção nas agendas nacionais de desenvolvimento, competitividade e coesão territorial', Melotto destacou a importância da Sudeco para o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul.

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Segundo ele, os recursos disponibilizados por meio do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) e do FDCO (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste) somam quase R$ 34 bilhões investidos no Estado nos últimos 15 anos.

De acordo com o secretário-adjunto, os investimentos contribuíram para a expansão da produção, geração de empregos e atração de novos empreendimentos. “O Estado vive um novo ciclo de desenvolvimento e a Sudeco pode continuar sendo uma parceira fundamental na viabilização de projetos que ampliem a competitividade e a sustentabilidade da nossa economia', afirmou.

A participação de Mato Grosso do Sul no fórum segue até o dia 11 de junho, reunindo lideranças dos quatro estados da região para debater desenvolvimento sustentável, inovação e integração regional.

Durante o evento, representantes do MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) apresentaram números que mostram a expansão das políticas de financiamento voltadas ao Centro-Oeste. Desde a recriação da Sudeco, em 2011, os recursos do FCO mais que dobraram, passando de R$ 6 bilhões para R$ 14,6 bilhões em 2026.

Entre as iniciativas citadas está o MPO (Microcrédito Produtivo Orientado), conhecido como “Microcrédito Pertinho da Gente', direcionado principalmente a agricultores familiares. Segundo Tavares, até 2023 não havia operações desse tipo no Centro-Oeste. No ano passado, mais de 3 mil famílias foram atendidas, movimentando cerca de R$ 42 milhões.

A superintendente da Sudeco, Luciana Barros, ressaltou que a criação de linhas específicas, como FCO Mulheres Empreendedoras, FCO Pantanal e Cerrado, FCO Armazenagem, FCO Quilombo, FCO Jovens Empreendedores e FCO Turismo Agroecológico, demonstra a capacidade de modernização do fundo para atender diferentes segmentos da economia.

Ela destacou ainda que os micro e pequenos negócios absorvem aproximadamente 76% dos recursos disponibilizados pelo FCO, reforçando o papel do financiamento público na geração de renda e desenvolvimento regional.

A gerente-geral da Unidade de Estratégia Governo do Banco do Brasil, Michele Alencar, destacou os resultados do FCO Mulheres Empreendedoras, criado em 2023. Segundo ela, a linha já possibilitou a contratação de aproximadamente R$ 5 bilhões para negócios liderados por mulheres, contribuindo para a criação de empregos e o fortalecimento do empreendedorismo feminino.

No painel também foram apresentados resultados do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste. A Caixa Econômica Federal informou que, entre 2014 e 2025, os recursos do fundo somaram R$ 3 bilhões, impulsionando mais de R$ 15 bilhões em novos investimentos na região.

O superintendente de Rede da Caixa, Danilo Tangerino, destacou que a parceria entre a instituição financeira e a Sudeco tem permitido ampliar o acesso a linhas de investimento voltadas a projetos estruturantes e estratégicos para o desenvolvimento regional.

As discussões reforçaram a importância dos instrumentos de financiamento para impulsionar a competitividade, reduzir desigualdades e apoiar iniciativas ligadas à sustentabilidade, inovação e transição energética, temas apontados como prioritários para o futuro de Mato Grosso do Sul e de toda a região Centro-Oeste.



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