Bebê resgatada no Paraguai retorna a Campo Grande e família aguarda decisão para reencontro

| INFORMATIVOMS / DOURADOS AGORA - FLáVIO VERãO


Bebê está sendo atendida pelo Conselho Tutelar. (Reprodução, Polícia Nacional do Paraguai)

Ayla Emanuelly, bebê sequestrada com apenas 28 dias de vida e posteriormente encontrada no Paraguai, retornou a Campo Grande nesta terça-feira (11). Desde o resgate, ocorrido na madrugada de domingo (9), a recém-nascida permanecia sob responsabilidade do Conselho Tutelar de Ponta Porã.

Informações preliminares apontam que os familiares ainda não tiveram contato com Ayla desde que ela foi localizada. O reencontro depende de uma decisão judicial sobre a situação da criança.

O caso é investigado sob sigilo pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Por essa razão, diferentes versões que surgiram desde o desaparecimento ainda não foram oficialmente confirmadas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

A versão apresentada pela mãe de Ayla, uma adolescente de 17 anos, é de que ela teria sido atraída por Suzilaine, de 37 anos, sob a proposta de trabalhar como babá por uma diária de R$ 100.

A adolescente teria ido ao endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levado Ayla. Conforme o relato da família, as duas teriam sido mantidas contra a vontade no imóvel e posteriormente deixadas sem a recém-nascida.

Ayla foi encontrada pelas autoridades paraguaias na madrugada de domingo, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã.

Suzilaine foi presa no Paraguai na companhia de um homem identificado oficialmente como Alex. Segundo as informações do caso, ele teria apresentado inicialmente uma identidade falsa às autoridades.

Após o resgate, Ayla passou por avaliação médica no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. Em seguida, foi repatriada e ficou sob proteção das autoridades brasileiras em Ponta Porã até ser levada novamente para Campo Grande.

Segundo familiares da mãe, o contato com Suzilaine teria começado ainda durante a gestação. As duas teriam se conhecido por meio de um grupo de doações na internet.

A suspeita teria oferecido roupas, carrinho e até um ensaio fotográfico gratuito para a criança. Ela chegou, conforme o relato da família, a visitar a residência da adolescente para entregar roupas destinadas à recém-nascida.

Posteriormente, a mulher teria oferecido R$ 100 para que a adolescente cuidasse de um bebê de seis meses. A mãe de Ayla teria sido informada de que poderia levar a própria filha durante o trabalho.

A adolescente seguiu para o endereço acompanhada da irmã mais nova, utilizando um carro de aplicativo que, segundo a família, teria sido pago pela suspeita.

Já no imóvel, ainda conforme a versão apresentada pelos familiares, as duas adolescentes teriam sido impedidas de sair e submetidas a ameaças. Horas depois, elas foram deixadas nas proximidades de uma área de mata na região da Avenida Guaicurus, perto da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitária, mas Ayla não estava mais com elas.

A partir do desaparecimento, uma mobilização envolvendo forças de segurança brasileiras e paraguaias foi iniciada até que a recém-nascida fosse localizada no país vizinho.

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do sequestro e a eventual participação de outras pessoas. Por tramitar sob sigilo, detalhes das diligências não estão sendo divulgados.



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