Chikungunya chega a 30 mortes em MS e Dourados registra novo óbito

| INFORMATIVOMS / DOURADOS AGORA - FLáVIO VERãO


Maior foco da doença em Dourados tem sido a Reserva indígena - Foto: SES/ Arquivo

Mato Grosso do Sul atingiu a marca de 30 mortes provocadas pela chikungunya em 2026. O novo balanço consta no boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (10) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), com informações atualizadas até 3 de agosto.

Além dos óbitos, o Estado acumula 12.579 casos prováveis da doença desde o início do ano. Desse total, 9.832 já foram confirmados.

O levantamento acrescentou duas mortes à estatística estadual. Uma delas ocorreu em Dourados e envolve uma mulher de 46 anos. Segundo a SES, ela começou a apresentar sintomas em 13 de abril e morreu no dia 8 de julho. A confirmação de que o óbito estava relacionado à chikungunya ocorreu em 3 de agosto.

O boletim aponta que a paciente apresentava diabetes e hipertensão arterial como comorbidades. A outra morte recentemente incorporada ao levantamento é a primeira registrada em Corumbá. A vítima era uma mulher de 62 anos, que morreu em 28 de julho. A confirmação ocorreu dois dias depois. Ela apresentava hipertensão arterial.

Com as novas confirmações, Mato Grosso do Sul soma 30 vítimas da chikungunya somente neste ano.

Dourados concentra mortes

Os óbitos registrados pela SES estão distribuídos entre Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Dourados aparece como o município com maior concentração de mortes pela doença no Estado.

O perfil das vítimas mostra que as formas graves da chikungunya atingiram diferentes faixas etárias. A relação inclui adultos e idosos, mas também crianças e adolescentes.

Entre as vítimas contabilizadas no Estado estão pessoas de 82, 87 e 94 anos. Também aparecem crianças de apenas um mês, 48 dias e três meses, além de uma criança de 12 anos, um jovem de 19 anos e uma pessoa de 28 anos.

Além de liderar em números absolutos de mortes, Dourados também concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya em Mato Grosso do Sul.

O município soma 5.169 registros, o equivalente a uma incidência de 2.123,9 casos para cada 100 mil habitantes. Corumbá aparece na sequência, com 1.662 casos prováveis e incidência de 1.726,4 por 100 mil habitantes.

Fátima do Sul contabiliza 654 registros, com incidência de 3.173,4. Angélica aparece com 391 casos e índice de 3.644,3, enquanto Batayporã registra 385 casos prováveis e incidência de 3.594,1.

Douradina tem maior incidência 

Quando considerada a proporção de casos em relação ao número de habitantes, Douradina apresenta a situação mais crítica de Mato Grosso do Sul. A incidência chega a 4.517,7 casos para cada 100 mil habitantes.

Depois aparecem Paraíso das Águas, com índice de 3.647,9; Angélica, com 3.644,3; Batayporã, com 3.594,1; e Fátima do Sul, com 3.173,4 casos por 100 mil habitantes. No conjunto do Estado, a incidência está em 456,3 casos prováveis para cada 100 mil moradores.

Pelos parâmetros utilizados pela SES, índices inferiores a 100 são classificados como baixa incidência. Entre 100 e 300, a classificação é média, enquanto taxas superiores a 300 casos por 100 mil habitantes são consideradas altas. Dessa forma, Mato Grosso do Sul permanece no patamar de alta incidência da doença.

A transmissão também está espalhada por diferentes regiões. Além de Dourados e Douradina, municípios como Sete Quedas, Jardim, Bonito, Itaporã, Amambai, Nioaque, Sidrolândia, Jateí, Antônio João, Aquidauana, Corumbá e Fátima do Sul estão entre os classificados com alta incidência de chikungunya em 2026.



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