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Vitória do Brasil sobre o Japão tem longos ralis e mais de 200 defesas na VNL: "É desesperador"
Com sistemas defensivos bem organizados, seleções não deixam a bola cair, e paciência vira trunfo para brasileiras avançarem à semifinal da Liga das Nações Feminina
| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Brasil x Japão, pelas quartas de final da Liga das Nações Feminina de vôlei, foi um jogo de longos ralis e mais de 200 defesas.
As duas seleções tiveram sistemas defensivos bem organizados, o que fez a bola demorar a cair e tornou os pontos mais longos.
A paciência, então, virou um trunfo para as brasileiras, que contaram com 30 pontos de Ana Cristina para vencer por 3 sets a 1.
As seleções femininas de Brasil e Japão costumam fazer longos jogos em torneios de vôlei. Com sistemas defensivos fortes, a bola demora a cair. Nesta quarta-feira (22), em duelo válido pelas quartas de final da Liga das Nações (VNL), os ralis marcaram presença na vitória verde-amarela por 3 sets a 1. Com muitos lances que beiraram ou até passaram de 30 segundos, as equipes precisaram ter paciência para definir os pontos. Ao todo, foram 209 defesas na partida (115 das japonesas e 94 das brasileiras).
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Apesar de o roteiro já ser conhecido pelas duas seleções, as jogadoras do Brasil ressaltaram a dificuldade de encarar o Japão. Por isso, celebraram a boa atuação, que garantiu um triunfo de virada em Macau, na China, com parciais de 24/26, 25/22, 25/16 e 25/20.
– É desesperador (jogar contra as japonesas), mas conseguimos colocar a cabeça no lugar. Fomos muito pragmáticas para vencer. Tivemos que estar bem na parte tática, olhar as mudanças que elas fazem toda hora. Fomos bem pacientes e demos mais um passo na competição – comentou a central Luzia, que começou no banco, mas entrou no lugar de Lorena e teve boa atuação, com sete pontos.
À frente da seleção brasileira desde 2003, José Roberto Guimarães já teve vários confrontos com o Japão. Antes do jogo, disse para as comandadas serem pacientes e buscarem formas de superar a defesa japonesa. Mesmo com tanta experiência, o técnico também sofre com os longos ralis:
– Não tem jeito. É sempre esse sufoco, essa dificuldade, esse bate-rebate. Temos que atacar várias vezes. Nosso sistema defensivo funcionou, e fizemos uma boa partida, com exceção de algumas escolhas no primeiro set. O saque ajudou. Acabou dando certo, mas é uma loucura jogar contra o Japão. Eu não estava preparado para ir embora – disse o técnico, celebrando a continuidade na VNL, competição que existe desde 2018 e ainda não foi vencida pelo Brasil.
Um dos ralis mais longos do jogo desta quarta teve 35 segundos e veio no quarto set, quando o Brasil perdia por 18 a 15. Ana Cristina foi a responsável por colocar a bola no chão e comemorou demais. O lance, inclusive, iniciou a reação brasileira, que virou a parcial e venceu por 25 a 20, dando números finais à partida.
Ana Cristina foi a maior pontuadora de Brasil x Japão, com 30 bolas derrubadas. Depois da vitória verde-amarela, a ponteira celebrou a união das jogadoras:
– A cada dia, temos nos conectado mais, ajudado umas às outras dentro de quadra, e isso é nossa força. Esse trabalho em grupo, essa coletividade que temos colocado se sobressaem muito nos jogos.
Classificado para as semifinais da VNL, o Brasil vai enfrentar a Itália na próxima fase. O jogo ocorrerá no sábado (25), em horário ainda a ser confirmado. A seleção verde-amarela se prepara para pegar uma adversária difícil, que tem empilhado títulos nos últimos anos. As italianas são as atuais campeãs olímpicas e mundiais. Também venceram as últimas duas edições da Liga das Nações, superando as brasileiras na decisão do ano passado (3 a 1).
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