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Lavouras de milho em MS têm baixa adesão ao controle biológico de pragas
Levantamento aponta uso da técnica em 27% da área pesquisada, apesar da adoção de manejo integrado
| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
O controle biológico de pragas ainda é pouco utilizado nas lavouras de milho no âmbito estadual. Levantamento da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul) mostra que apenas 27% da área pesquisada na segunda safra 2025/2026 utiliza agentes biológicos para combater insetos e outros organismos que prejudicam a produção. Nos 73% restantes, a técnica não foi adotada.
Durante as visitas, os técnicos identificaram 98 propriedades que utilizam controle biológico, enquanto outras 407 informaram não adotar o método.
Entre as propriedades que recorrem aos agentes biológicos, 88% aplicam a técnica em toda a área cultivada. Nas demais, que representam 12% desse grupo, a utilização ocorre apenas em parte das lavouras.
O levantamento também identificou diferenças na forma de aplicação. O controle classificado como clássico representa 48% da área que utiliza agentes biológicos, seguido pelo método aplicado, com 42,9%. Outras modalidades respondem pelos 9,1% restantes.
Manejo de pragas - Apesar da baixa participação do controle biológico, o manejo integrado de pragas está presente em 99,6% da área pesquisada. Essa prática consiste em acompanhar a presença e a quantidade de organismos que atacam as plantas para definir as medidas de controle necessárias.
Os dois métodos não são equivalentes. O manejo integrado reúne diferentes estratégias para reduzir os danos às lavouras, enquanto o controle biológico utiliza organismos vivos ou seus agentes no combate às pragas. Segundo o boletim, o monitoramento também pode contribuir para diminuir a necessidade de defensivos agrícolas.
A pesquisa integra o projeto Siga-MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio de Mato Grosso do Sul), que acompanhou o plantio, o desenvolvimento e a colheita.

