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Dólar cai a R$ 5,21 no último pregão antes do primeiro turno
Ibovespa avança 2,63% aos 192 mil pontos com emprego fraco nos EUA no radar
| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
O dólar comercial recuou 0,08% nesta sexta-feira (2) e encerrou o último pregão antes do primeiro turno das eleições de 2026 cotado a R$ 5,2158. O mercado combinou a cautela com a votação de domingo (4) à reação aos novos dados de emprego dos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas e reduziram a pressão por outra elevação dos juros norte-americanos.
Mesmo com a queda do dia, a moeda acumulou alta de 0,67% na semana e de 0,80% em outubro, enquanto mantém desvalorização de 4,97% desde o início do ano.
Para quem precisa comprar a moeda em espécie, o valor ficou acima da cotação comercial. Em Campo Grande, o dólar era vendido por R$ 5,6789, já com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), em consulta realizada pelo Campo Grande News. O preço ao consumidor varia entre casas de câmbio porque incorpora impostos, custos da operação e a margem de cada instituição. No mercado de turismo acompanhado nacionalmente, a referência encerrou o dia a R$ 5,424, queda de 0,04%.
Já na bolsa brasileira, o movimento foi mais intenso. O Ibovespa avançou 2,63% e terminou aos 192.113 pontos, praticamente na máxima de 192.119 alcançada durante a sessão. A alta ampliou para 4,71% o ganho acumulado na semana e para 3,10% a valorização em outubro. Desde janeiro, o principal índice da B3 sobe 19,23%.
O cenário externo também ajudou a orientar os negócios. Os Estados Unidos criaram 29 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em setembro, resultado que ficou distante dos 90 mil esperados pelo mercado, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,2%. Um mercado de trabalho menos aquecido tende a diminuir a necessidade de novos aumentos dos juros pelo Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), porque reduz parte da pressão sobre salários e preços.
No mercado de energia, a possibilidade de aumento da oferta ajudou a pressionar as cotações. Países europeus acertaram a liberação de estoques de diesel e discutiram uma ação coordenada para colocar também petróleo das reservas no mercado, em meio às preocupações provocadas pelas restrições no fornecimento de derivados. O Brent, referência internacional, caiu 0,06% e terminou a US$ 102,25 por barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos Estados Unidos, recuou 1,90% e fechou cotado a US$ 91,11.