Discord tem novo pedido de retomar transmissões ao vivo rejeitado

Agência considerou insuficientes as provas apresentadas pela empresa para liberar o recurso

| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


O aplicativo Discord instalado em um aparelho celular. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) manteve, na tarde desta sexta-feira (25), bloqueadas as transmissões ao vivo do Discord no Brasil. O órgão rejeitou o pedido da empresa para liberar novamente os recursos de vídeo porque considerou insuficientes as provas apresentadas. O caso começou depois da morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul durante uma transmissão na plataforma.

O Discord informou que cumpriu a ordem em 17 de agosto. A empresa enviou capturas de tela, avisos mostrados aos usuários e informações sobre testes internos. No entanto, a ANPD avaliou que esse material comprova apenas que as ferramentas aparecem indisponíveis para parte dos usuários.

  • Leia Também
  • Adolescentes do caso Lívia seguem livres, mas com tratamento mental obrigatório
  • MP pede reinternação urgente de 5 adolescentes envolvidos no caso Lívia

A agência quer provas de que o bloqueio funciona em toda a estrutura do Discord e não pode ser burlado. A restrição precisa atingir computadores, celulares, navegadores, consoles e versões modificadas da plataforma.

A ANPD não afirmou que o Discord descumpriu a determinação. O órgão informou apenas que a empresa ainda não demonstrou que interrompeu todas as formas de criar, transmitir, receber ou assistir a vídeos.

O Discord tentou derrubar a suspensão e questionou o poder da agência para impor a medida sem ordem judicial. A ANPD rejeitou esse argumento e manteve a restrição enquanto analisa o caso.

O Conselho Diretor da agência ainda vai analisar o recurso da empresa. Até essa decisão, o Discord não poderá liberar chamadas de vídeo nem compartilhamento de tela no Brasil.

A ANPD determinou a suspensão em 12 de agosto por causa da morte da adolescente em Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação citada pela agência, integrantes de comunidades virtuais teriam coagido a menina antes da transmissão em que ela morreu.



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE