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Darlan responde provocação argentina e dá "tchau" após título do Brasil; veja confusão
Maior pontuador da partida, oposto brasileiro explicou gesto que resultou em confusão na rede e enalteceu postura do Brasil na vitória que garantiu vaga em LA-2028
| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Maior pontuador do confronto, Darlan esperou até o último momento para rebater as provocações da equipe argentina no final do Sul-Americano Masculino de vôlei. Assim que a vitória do Brasil foi decretada no Maracanãzinho, junto da confirmação da vaga nas Olimpíadas de Los Angeles, o oposto mandou um "tchauzinho" aos rivais, e uma confusão teve início na quadra em meio às comemorações da equipe comandada por Bernardinho.
Os argentinos se incomodaram e foram tirar satisfação na rede, enquanto jogadores e comissão técnica do Brasil chegaram para intervir. Marcado por forte rivalidade, o duelo contou com tentativas de desestabilização por parte da equipe alviceleste, principalmente no terceiro e último set. Após a situação ser controlada, Darlan explicou o gesto e destacou que a resposta brasileira veio em quadra na vitória por 3 a 0, com parciais de 25/20, 25/23 e 25/20.
— Estávamos ali no 3º set num bom momento, eles começaram a afrontar, esse é o jogo deles, mas acho que a gente foi bem resiliente, não nos importamos tanto. Mas ali no final tive que retribuir, não teve o que fazer, mandei tchau. Fazer o quê, paciência, acho que é do jogo. É assim que se responde, nós apresentamos um belo voleibol hoje e com isso conseguimos sair com o 3 a 0 — afirmou Darlan em entrevista à TV Globo.
O triunfo em casa e diante da Argentina encerrou uma série de resultados negativos do elenco comandado por Bernardinho. Em Paris 2024, foi a própria seleção alviceleste que eliminou o Brasil na disputa do bronze. No ano seguinte, o time verde-amarelo fez sua pior campanha em Mundiais, com um 17º lugar, enquanto na Liga das Nações (VNL) deste ano, foi eliminado na fase classificatória pela primeira vez.
O título no Sul-Americano, que também serviu como Pré-Olímpico, traz mais tranquilidade à seleção masculina pela vaga garantida na próxima edição dos Jogos Olímpicos. No torneio, o Brasil se sagrou campeão invicto e sem perder nenhum set disputado.
— Desde o que aconteceu na VNL nós nos fechamos como grupo, excluímos todos os comentários externos, os ruídos, e acho que hoje foi a prova disso. Em todo momento não deixamos de acreditar nos nossos companheiros e acabou que, quando uma pessoa está em um certo nível de concentração, ela puxa as outras. Para mim foi isso que aconteceu hoje — destacou Darlan
Responsável direto por 23 pontos, o oposto de 24 anos foi o maior pontuador do confronto que colocou frente a frente as seleções sul-americana com as duas melhores posições no ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Darlan também garantiu a posição de segundo jogador com mais bolas derrubadas durante o campeonato.
Como foi o jogo
Darlan, maior pontuador do Brasil na competição, foi o destaque do primeiro set, ao auxiliar o elenco a abrir vantagem logo no início. Com o coletivo funcionando, o time de Bernardinho conseguiu impor uma diferença confortável, que chegou a seis pontos. Com um 17 x 12 desfavorável, Horacio Dileo precisou gastar a segunda pausa técnica. Depois do tempo, a seleção alviceleste melhorou no ataque, mas a artilharia brasileira seguiu mais eficiente e determinante para fechar a primeira parcial novamente com ele: Darlan.
Embalado pelo primeiro set, o Brasil rapidamente aplicou 4 x 1, com um ace de Judson. O saque, aliás, foi um dos trunfos do elenco verde-amarelo, ao dificultar a recepção alviceleste e o trabalho do levantador De Cecco, que diversificava a distribuição de bolas para tentar melhorar o aproveitamento do ataque. Os adversários até melhoraram, ficando a um ponto do Brasil, mas Bernardinho pediu tempo para arrumar e conseguir garantir mais um set.
Na busca pela reação, os argentinos voltaram mais ligados e conseguiram um 4 x 3 e depois, um 8 x 6, com o saque finalmente incomodando. Com o apoio da torcida, que revezava gritos e vaias, a depender de qual seleção ia para o saque, o Brasil manteve o ataque consistente para ficar no ponto a ponto. Um aliado que fez a diferença depois de passar zerado na parcial anterior foi o bloqueio – 3 x 0 neste fundamento.