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Milho tem 98,4% da área colhida e só 35 mil hectares seguem no campo
Avanço semanal foi de 3,5 pontos e produção está projetada acima de 16 milhões de toneladas
| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
Produtores de Mato Grosso do Sul já colheram 98,4% da área de milho segunda safra 2025/2026 até 11 de setembro. O índice avançou 3,5 pontos percentuais em uma semana, segundo o novo boletim da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho). Dos 2,206 milhões de hectares cultivados, cerca de 2,171 milhões já tiveram o cereal retirado, o que deixa aproximadamente 35 mil hectares no campo.
Na semana anterior, o levantamento apontava 94,9% da área colhida, equivalente a aproximadamente 2,09 milhões de hectares. Com o novo resultado, cerca de 81 mil hectares foram concluídos no intervalo entre as duas medições. O ritmo atual está 0,1 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da temporada 2024/2025.
A região Norte está mais próxima do encerramento, com 99,8% dos trabalhos concluídos. O Sul aparece em seguida, com 98,5%, enquanto o Centro registra 97%. Os números mostram que a retirada do milho entrou na fase final nas três regiões acompanhadas pelo levantamento semanal.
A produtividade média estimada chegou a 122,79 sacas por hectare, alta de 13,3% em comparação com o ciclo anterior. Com esse rendimento e a área atual, a produção estadual é projetada em 16,253 milhões de toneladas, crescimento de 16,7% sobre 2024/2025. Os cálculos ainda são preliminares e podem mudar com a ampliação das avaliações de campo.
O resultado também ficou bem acima da previsão feita no começo do ciclo. A estimativa inicial indicava produtividade de 84,16 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. A projeção atual para o volume de milho representa aumento de 45,9% sobre aquela expectativa.
Até agora, técnicos realizaram 354 levantamentos de produtividade, que abrangem 18% da área cultivada, ou cerca de 400 mil hectares. Três Lagoas lidera a produtividade média entre os municípios avaliados, com 174,3 sacas por hectare, seguida por Alcinópolis, com 167,8, e Camapuã, com 165,3. Campo Grande aparece com média de 107,6 sacas, enquanto Dourados registra 106,6.
O boletim também registra problemas pontuais no Oeste do Estado. Produtores de Bonito e Bodoquena relataram perdas expressivas causadas por ataques de javalis e queixadas às lavouras. Nas áreas avaliadas em Mato Grosso do Sul, os rendimentos encontrados pelos técnicos variam de 35 a 192 sacas por hectare.