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Assassinado a tiros, jovem de 18 anos devia drogas ao Comando Vermelho, diz mãe
Segundo familiares, Gustavo comprou entorpecentes da facção para revenda e era ameaçado por não pagar a dívida
| BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS
Gustavo Machado Silva, de 18 anos, assassinado a tiros na noite deste domingo (13), vinha sendo ameaçado por uma dívida com o Comando Vermelho. Segundo relato de familiares à polícia, o jovem teria adquirido drogas da facção para revenda e não efetuado o pagamento dos entorpecentes. O crime ocorreu na região da Vila Cachoeirinha, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande, e foi cometido por dois homens que estavam em uma motocicleta.
Conforme o relato da família à polícia, Gustavo estava em casa quando avisou que sairia. Ele foi até a outra esquina, onde os dois suspeitos chegaram em uma motocicleta e efetuaram os disparos. O rapaz correu de volta em direção à residência, mas acabou atingido e caiu no portão de entrada do imóvel, que fica nos fundos do terreno e possui acesso por um corredor.
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A mãe da vítima contou aos policiais que não viu diretamente os autores dos disparos, mas afirmou que Gustavo vinha sendo ameaçado constantemente por um integrante do Comando Vermelho conhecido como “Neguinho', chamado Vandeir. Segundo ela, o homem já teria participado de uma tentativa de homicídio contra o filho anteriormente. A mãe acredita que ele possa ser o autor ou mandante do crime. A suspeita ainda será investigada.
A perícia constatou, preliminarmente, sete perfurações no corpo de Gustavo. Conforme o boletim da Polícia Militar, os ferimentos aparentavam ter sido provocados por munição de calibre 9 milímetros. Quatro cápsulas foram encontradas no local e recolhidas pela perícia.
Ainda segundo os levantamentos policiais, Gustavo possuía histórico de envolvimento com o consumo de drogas. No bolso dele foi encontrado um dichavador com 0,6 grama de maconha, que acabou apreendido.
Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada e encontrou Gustavo já sem vida. O médico da Unidade Avançada constatou o óbito no local. A área foi preservada por policiais militares até a chegada da equipe pericial.
Equipes da Força Tática também estiveram no endereço. A perícia foi realizada no local, acompanhada pelo delegado plantonista.
Durante os trabalhos, foram identificadas câmeras de segurança que podem auxiliar na investigação. As imagens deverão ser analisadas pela polícia para tentar identificar os autores e esclarecer a dinâmica e a motivação do assassinato. Até o momento, ninguém foi preso.
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