Réu por atropelar ex namorada contra muro é condenado a 23 anos

Crime ocorreu em 2025, após mulher encerrar relação; vítima sofreu fraturas e passou por cirurgias

| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Parte do muro destruído com impacto da batida na Rua Arcângelo Coreli. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)

Réu por tentativa de feminicídio foi condenado nesta quinta-feira (3), em Campo Grande, a 23 anos, um mês e dez dias de prisão por tentar matar a ex-companheira em agosto de 2025. Ele atropelou a mulher com um carro e a prensou contra o muro de uma casa na Vila Nossa Senhora das Graças porque não aceitava o fim do relacionamento. O julgamento ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

A sentença determinou que o homem cumpra a pena inicialmente em regime fechado e não autorizou que ele recorra em liberdade. Ele também terá de pagar indenização equivalente a dez salários mínimos à vítima. O réu foi condenado por tentativa de feminicídio.

  • Leia Também
  • “Vi o clarão e apaguei, mas sabia que era ele', diz mulher atropelada pelo ex
  • Homem inconformado com término tenta atropelar e matar a companheira

O crime ocorreu na noite de 30 de agosto de 2025, na Rua Arcângelo Coreli. Conforme noticiou o Campo Grande News na época, a vítima tinha 35 anos e havia decidido terminar o relacionamento. O homem não aceitou a separação e usou o carro para atingi-la.

A mulher foi prensada contra o muro da residência onde morava com a mãe e os três filhos. Com o impacto, parte da estrutura ficou destruída. O homem tentou deixar o local, mas foi localizado pouco depois em um terreno baldio próximo.

A vítima recebeu atendimento e foi levada para a Santa Casa. Ela sofreu cortes no rosto, fraturas na bacia e no quadril e precisou passar por cirurgias no pulso e no joelho. Os ferimentos a deixaram sem conseguir andar ou sentar durante o início da recuperação.

Dias depois do ataque, a diarista contou ao Campo Grande News que ficaria imobilizada por pelo menos seis meses. Na época, ela sustentava os três filhos, então com 16, dez e sete anos, com o trabalho em casas de família. A recuperação também a afastou das atividades profissionais.



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE