Após quase 20 dias submersa, carreta que caiu em ponte no Rio Taquari é retirada

Veículo estava no leito do rio desde o desabamento da ponte que matou o caminhoneiro Alexandre de Freitas

| JHEFFERSON GAMARRA / CAMPO GRANDE NEWS


Destroços da carreta que foi retirada por um empresa de seguro veicular (Foto: Coxim Agora)

Após quase 20 dias submersa no Rio Taquari, a carreta que caiu no rio depois do desabamento de uma ponte na região pantaneira de Coxim foi retirada na terça-feira (1º). A operação mobilizou mergulhadores e três guinchos para conseguir içar o veículo, que permanecia no local desde o acidente ocorrido em 13 de agosto.

A retirada foi realizada por uma empresa acionada pela seguradora responsável pelo veículo. De acordo com o site Coxim Agora, os trabalhos exigiram a utilização de três guinchos, além do apoio de mergulhadores, devido às condições do local e ao peso da carreta.

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Depois de vários dias de preparativos e tentativas de remoção, o veículo foi içado e retirado do leito do Rio Taquari. A operação encerrou uma das etapas que permaneciam pendentes desde o desabamento da estrutura.

A carreta havia caído no rio quando a ponte de concreto sobre o Taquari desabou durante a passagem do veículo, na manhã de 13 de agosto. O caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, ficou preso na cabine e morreu no acidente. O corpo foi localizado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros cerca de nove horas depois e posteriormente liberado para a família.

A ponte destruída é a João Wenceslau Leite de Barros, localizada na Estrada Taquari, trecho da MS-214 que faz a ligação entre as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia. A estrutura tinha 168 metros de extensão e 4,80 metros de largura e havia sido inaugurada em 2009, após investimento de R$ 2,1 milhões.

As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. O Governo de Mato Grosso do Sul informou que a avaliação preliminar da estrutura não identificou problemas aparentes e que, por isso, será necessária uma investigação complementar.

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) informou que a análise deverá incluir sondagens, inspeções subaquáticas e avaliações estruturais detalhadas para identificar a causa do colapso.

Nesta quarta-feira (2), o Governo do Estado publicou decreto colocando Coxim, Corumbá e Ladário em situação de emergência por seis meses em razão do desastre provocado pela queda da estrutura.

Enquanto a ponte não é recuperada, motoristas que precisam acessar a região devem utilizar rotas alternativas pela MS-423 ou MS-214 até a BR-163. A interdição da travessia aumenta o percurso de quem precisa se deslocar entre as áreas atendidas pela ponte.



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