Suspeito avança com faca e é morto a tiros durante abordagem da polícia

Mãe do rapaz teria chamado socorro após filho descumprir medida protetiva em Três Lagoas

| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, onde caso foi registrado. (Foto: Arquivo/Sejusp)

Jessé de Souza, de 37 anos, morreu depois de ser baleado por policiais militares durante atendimento a uma ocorrência na casa da mãe, no bairro Paranapungá, em Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande, durante a madrugada deste domingo (16).

Segundo a PM (Polícia Militar), ele estava no imóvel apesar de uma medida protetiva e avançou com uma faca contra um dos agentes. Os policiais atiraram, socorreram o homem e o levaram ao Hospital Auxiliadora, onde ele morreu.

A equipe recebeu o chamado por volta das 4h e seguiu até a Rua Evaristo Mariano Rodrigues. Conforme a versão divulgada pela polícia, a mãe de Jessé estava na área externa da residência e informou que suspeitava da presença do filho dentro do imóvel. Ela possuía uma medida protetiva que impedia a aproximação dele.

Os policiais entraram na casa e encontraram Jessé escondido em um dos quartos. Ele recebeu ordem para se levantar e passou por revista. Nenhum objeto proibido foi localizado com o homem naquele momento.

Durante o atendimento, a mulher também relatou episódios anteriores de ameaças atribuídas ao filho. Ainda segundo a versão policial, a mãe entregou um cachimbo e afirmou que Jessé usava o objeto para consumir crack.

Enquanto um dos policiais conferia o documento, Jessé teria pegado uma faca que estava dentro da residência. A PM afirma que ele avançou em direção a um dos agentes. Os policiais fizeram disparos e atingiram o homem.

A própria equipe desarmou Jessé e o levou com vida ao Hospital Auxiliadora. Ele morreu poucos minutos depois de dar entrada na unidade de saúde. A perícia foi chamada para analisar o local da ocorrência.

Segundo o site 24H News MS, Jessé possuía registros anteriores por ameaça, descumprimento de medida protetiva, furto, roubo, tráfico de drogas, porte de droga para consumo pessoal, desobediência, resistência e dano.

O caso foi registrado como descumprimento de medida protetiva de urgência e morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, a 108ª ocorrida em território sul-mato-grossense durante 2026.



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