Brasil defende vantagem contra a Turquia, campeã da VNL em 2023; veja retrospecto

Times nunca se enfrentaram na final desta competição, mas somam nove confrontos em outras fases, com seis triunfos das brasileiras, inclusive na disputa mais recente

| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Julia Bergmann e Ana Cristina são referências no ataque brasileiro — Foto: Volleyball World

Nos últimos 13 confrontos - em VNL, pré-olímpico, Olimpíadas e Mundial em um intervalo de 14 anos, o Brasil venceu a Turquia nove vezes.

Esta será a quinta final disputada pela seleção brasileira, que, em todas as ocasiões, ficou com a prata. A Turquia, por sua vez, garantiu o seu terceiro pódio, sendo campeã em 2023.

Ana Cristina e Julia Bergmann são as principais referências no ataque brasileiro, enquanto a turca Melissa Vargas, de 26 anos, é a segunda jogadora que mais pontuou nesta VNL.

O Brasil terá uma forte adversária na final da Liga das Nações feminina de Vôlei (VNL), neste domingo (26), às 8h30 (horário de Brasília), com transmissão de sportv2, ge tv e ge . Vice-líder do ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o elenco comandado por José Roberto Guimarães vai precisar superar a Turquia, para conquistar o título inédito. Desde a primeira edição, os dois países se enfrentaram nove vezes, com seis vitórias brasileiras.

Esta será a quinta final disputada pela seleção brasileira. Nas outras quatro ocasiões - duas contras os Estados Unidos e duas diante da Itália - o Brasil ficou com a medalha de prata. A Turquia, por sua vez, garantiu o seu terceiro pódio. O primeiro foi em 2018, ano de abertura da VNL, quando foi derrotada pelas americanas. Cinco anos depois, o grupo voltou à decisão e conquistou o título ao superar as chinesas.

Na VNL , que substituiu o Grand Prix, vencido em 12 edições pelo elenco verde-amarelo, as duas equipes se encontraram em nove ocasiões, com seis triunfos das brasileiras , inclusive no confronto mais recente. Em 2025, na fase de grupos, a vitória foi por 3 sets a 1, enquanto que, em etapas eliminatórias, o histórico é equilibrado, com um êxito para cada lado. Em finais, as seleções nunca se enfrentaram até este domingo.

Quando os confrontos em Jogos Olímpicos são considerados, o Brasil leva a melhor. Até hoje, foram somente duas partidas: na disputa pelo bronze de Paris 2024 - com vitória brasileira por 3 x 1 - e na fase preliminar de Londres 2012 - triunfo verde-amarelo por 3 x 2 . Somente no torneio Pré-Olímpico para a edição parisiense houve um revés para a equipe sul-americana, com o placar de 0 x 3 .

+ Brasil avança à final da VNL e promove clima de Copa do Mundo em comunidade do Rio de Janeiro + Brasil vai embolsar premiação milionária em caso de título da VNL feminina; veja valor total + Zé Roberto pede moderação na comemoração por final da VNL e quer pés no chão: "Sem oba-oba" + Rosamaria faz defesa incrível no tie-break de Brasil x Itália, e fãs vibram na web; veja lance + Turquia vence a China e vai enfrentar o Brasil na final da VNL

No Campeonato Mundial , segunda competição mais importante do calendário de seleções, Brasil e Turquia só se encararam uma vez. Em 2014, na primeira fase, uma vitória verde-amarela no tie-break .

Desta forma, nos últimos 13 confrontos, em um intervalo de 14 anos, a equipe verde-amarela venceu nove vezes, contra quatro triunfos da Turquia, terceira melhor equipe do mundo na atualidade.

Para este confronto, o time de Zé Roberto não terá importantes peças, como Gabi Guimarães, que não entrou em campo nesta edição do torneio, por conta de um desconforto na região lombar; Julia Kudiess e Tainara, por lesões, além de Nyeme, que, em acordo com o técnico, só participou da etapa brasileira, após retornar de licença-maternidade. Entretanto, no decorrer da competição, o grupo conseguiu criar novas referências, principalmente, no ataque, com Ana Cristina e Julia Bergmann, destaques nas quartas e semifinais.

Outra característica do elenco é misturar experiência com juventude. No início da VNL, as jogadoras inscritas pelo Brasil acumulavam uma média de idade de 27,3 anos - a maior entre os 18 elencos participantes. Apesar disso, os jogos contra Japão e Itália trouxeram mais um importante sinal de renovação. A central Luzia, de 22 anos, entrou durante as quartas e terminou com sete pontos. Titular contra as italianas, ela interrompeu quatros ataques através do bloqueio, sendo a melhor neste fundamento. Ao todo, contribuiu com 10 pontos.

– Nosso grande objetivo são os Jogos Olímpicos, e todos os outros campeonatos servem de preparação. Vamos jogar para vencer a VNL, claro – destacou o Zé Roberto, que reforçou "pés no chão, sem muito oba-oba" para a final.

Do lado turco, Melissa Vargas, de 26 anos, ilustra bem a média de 25,2 anos do elenco - 12º mais novo. Com 260 pontos, ela é, até o momento, a segunda jogadora que mais pontuou nesta VNL, acumulando a mesma posição entre as atacantes e o terceiro lugar em números de pontos de saque. Em aces, a oposta soma 19 pontos, quatro a mais que Ana Cristina.

– A Turquia tem uma equipe lutadora e com coragem. Isso faz de nós um time muito especial. Espero muita intensidade e um bom jogo na final – disse Vargas, em entrevista à Globo após a semifinal contra a China.



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE