Estados Unidos afirmam que militares foram mortos na Jordânia

Lider do Irã diz que Washington pagará por “tentar incitar a guerra'

| DAVID LJUNGGREN E ENAS ALASHRAY - REUTERS


As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram neste sábado (18) que dois de seus militares foram mortos na Jordânia e outro está desaparecido após ataque iraniano, enquanto o líder supremo do Irã afirmou que Washington pagará por “tentar incitar a guerra' após a sétima noite consecutiva de ataques norte-americanos.

Os EUA e o Irã intensificaram os ataques desde que um acordo de cessar-fogo provisório, assinado há um mês, foi rompido na semana passada, aumentando a possibilidade de um retorno à guerra total.

O Comando Central dos EUA informou que as mortes dos dois militares norte-americanos ocorreram na sexta-feira (17). Segundo o comando, um terceiro militar norte-americano está desaparecido.

O Irã, em resposta hoje aos ataques dos EUA a pontes, instalações de energia e outras infraestruturas, pareceu ter como alvo a Arábia Saudita, bem como outros aliados dos EUA no Golfo Pérsico e a Jordânia.

Em uma declaração por escrito divulgada nas contas oficiais nas redes sociais do líder supremo do Irã e pela mídia estatal iraniana, Mojtaba Khamenei afirmou que as repetidas violações do acordo provisório por parte dos EUA demonstraram que a assinatura do presidente Donald Trump é “totalmente sem valor e desprovida de credibilidade'.

“Agora que o inimigo norte-americano busca intensificar o conflito, incorrendo assim em custos ainda mais pesados e em maior humilhação, ele deve saber que a nobre nação do Irã e a Frente de Resistência têm lições inesquecíveis reservadas para ele', disse a declaração. O paradeiro de Khamenei continua sendo um mistério.

O conflito, que teve início quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no final de fevereiro buscando neutralizar seu programa de mísseis e seus aliados regionais, levou a grandes interrupções no abastecimento de energia, temores quanto à inflação global e uma batalha pelo controle do Estreito de Ormuz.

Ataques

O Kuweit sofreu ataques contínuos hoje, com as forças armadas dizendo ter interceptado mísseis balísticos e drones iranianos, e que vários bombeiros e trabalhadores do setor petrolífero ficaram feridos ao responder aos ataques.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan, no Kuweit, e destruído uma instalação de radar na Base Aérea Ali Al Salem.

A Kuweit Petroleum Corporation informou posteriormente que uma de suas instalações petrolíferas foi atingida em “ataques iranianos repetidos', causando danos significativos e alguns feridos, segundo a agência de notícias estatal.

Além de atingir o Kuweit, a Guarda Revolucionária teve como alvo um local no Barein onde aeronaves de combate dos EUA estavam reunidas na Base Aérea Sheikh Isa e um centro de dados de inteligência, informou a mídia iraniana.

A Guarda Revolucionária também destruiu pelo menos dois caças norte-americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones no sábado contra a base norte-americana em Al Azraq, na Jordânia, segundo a TV estatal iraniana.

A Reuters não conseguiu verificar essas informações de forma independente.

*Proibida a reprodução deste conteúdo



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