Por Messi, Argentina abre mão da alta velocidade e destoa de demais classificadas; entenda

Em vez de se preocupar com quantos minutos Messi aguentaria jogar em alta intensidade, Argentina se tornou a segunda seleção com menos piques e distância percorrida acima de 20 km/h, à frente só do Catar

| GLOBOESPORTE.COM / VALMIR STORTI


Em vez de discutir quantos minutos Messi suportaria em campo em cada jogo da Copa do Mundo, os argentinos decidiram jogar por Messi, para Messi e na cadência de Messi para garantir que o astro conseguisse ficar em campo o jogo todo e ser decisivo até o final.

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Ao adotar essa postura, a seleção argentina se tornou entre as 48 classificadas para a Copa, a segunda equipe com menos piques e com menor distância percorrida em altas velocidades quando considerado o tempo de cada jogo. Assim, venceu todos os seus cinco adversários até aqui, o que só a França também conseguiu fazer.

Em todas as suas partidas, os argentinos percorreram somados uma distância total menor do que seus adversários. Em cada partida, correram entre 615 e 5.500 metros a menos que os adversários. E venceram todos. Só contra a Argélia a posse de bola da Argentina foi maior (52% x 48%). Só contra Cabo Verde, a Argentina percorreu distância maior que o adversário em altas velocidades.

Os cálculos consideram as distâncias e número de corridas de cada seleção dividido pelo número de minutos de seus jogos, já que algumas partidas foram para a prorrogação e o tempo de acréscimo varia de jogo para jogo. Foi subtraído do tempo total de jogo o tempo consumido pelas paradas para hidratação.

Em relação às oito seleções classificadas para as quartas de final, a Marrocos é o oposto da Argentina: os africanos percorreram por minuto jogado distância 33% maior em altas velocidades do que nossos vizinhos sul-americanos; Noruega e Bélgica, 32% mais; a Inglaterra, 30%; a Espanha, 24%.

Todas elas aparecem na metade de cima da tabela distâncias percorridas e quantidades de piques acima de 20 km/h entre as 48 seleções da Copa. O Brasil? foi 33º em distâncias e 39º em piques velozes. Mas a Argentina está aí para provar que isso não é necessariamente um problema.

*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.



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