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Palpites e dicas para Brasil x Noruega pela Copa do Mundo
Veja os números do Gato Mestre e estatísticas da Copa para a partida das oitavas de final
| GLOBOESPORTE.COM / VALMIR STORTI
Brasil e Noruega se enfrentam às 17h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Brasil x Noruega
Resultado mais provável:
Brasil 2 x 1 Noruega
Resultados nas fases anteriores
Brasil
Brasil 1 x 1 Marrocos Brasil 3 x 0 Haiti Escócia 0 x 3 Brasil Brasil 2 x 1 Japão
Noruega
Iraque 1 x 4 Noruega Noruega 3 x 2 Senegal Noruega 1 x 4 França Costa do Marfim 1 x 2 Noruega
O uso de dados está aí para este tipo de afirmação, que vai contra o senso comum: embora pareça não fazer muito sentido contra uma equipe com uma das maiores médias de altura da Copa (1,87), a seleção brasileira tem boas chances de vitória se buscar os cruzamentos aéreos da esquerda sobre a área norueguesa. Isso porque os gigantes noruegueses formam a segunda equipe que na média mais sofreu dessas finalizações (16 com média 4,0) e nenhuma outra equipe sofreu mais gols em cruzamentos (três), todos eles nascendo em cruzamentos altos da esquerda dos ataques de Iraque, Senegal e França. É claramente um ponto vulnerável. Na segunda fase, Costa do Marfim fez quatro finalizações em cruzamentos, duas certas, defendidas. Das 58 finalizações que a Noruega permitiu aos adversários, 28 (48%) tiveram origem aérea. E sofreram 29 finalizações em jogadas rasteiras (50%), com cinco gols sofridos. Sofreu uma cobrança de falta, que exigiu defesa difícil de seu goleiro. Assim como ocorreu contra o Japão, é de se esperar um desafio extra para a seleção brasileira em relação aos contra-ataques: nenhum país fez tantas finalizações quanto o Brasil (11 com média 2,8 por partida), mas em quatro jogos, a Noruega só permitiu quatro dessas finalizações (25ª marca, empatada defensivamente com o Brasil). Os noruegueses também só sofreram quatro finalizações após serem desarmados na defesa, e a equipe brasileira é a segunda que mais fez finalizações assim, com sete após roubar a bola no ataque, que resultaram em quatro gols, maior marca da Copa.
Defensivamente, o Brasil vai precisar blindar a frente da sua pequena área defensiva por ser a região que concentra enormemente as finalizações da Noruega: foi dessa faixa que os noruegueses fizeram 34 de suas 44 finalizações. Seja de que lado forem as cobranças, os escanteios aéreos normalmente são finalizados quando a bola vai na primeira trave, o que exige presença maior de defensores ali. A Noruega fez 18 finalizações a partir de jogadas aéreas (um gol) e 25 finalizações em trocas de passes rasteiros (oito gols). A seleção norueguesa fez 14 das 18 finalizações a partir de jogadas aéreas e 19 das 25 finalizações em trocas de passes rasteiros, além de uma cobrança de pênalti, dessa faixa central (de dentro da pequena área, à frente da pequena área, da meia-lua e da frente da meia-lua). De seus nove gols, só um não foi marcado dessa região. A necessidade de blindar a sua pequena área se deve ao fato de os Noruegueses serem muito precisos nas finalizações: acertaram 48% das conclusões, sexta melhor marca da Copa do Mundo até aqui. Marcaram o mesmo número de gols do Brasil (nove), em 21 finalizações certas (15ª marca entre 48 equipes com média 5,3 por jogo) e 44 finalizações no total (24ª marca, média 11,0). O Brasil finalizou mais (56 com média 14,0 - 12ª marca) e acertou mais (26 e média 6,5 - sétima melhor marca), mas o índice de precisão nas finalizações ficou em 46%, nona melhor marca).
Evolução do xG na segunda fase
Brasil fez 20 finalizações contra o Japão, 13 delas de dentro da área, com características de potencial estatístico para 2,57 gol. A seleção foi menos eficiente do que o esperado e fez dois gols, suficientes para a classificação.
Noruega fez nove finalizações contra Costa do Marfim, oito delas de dentro da área, com potencial estatístico para 1,49 gol. Foi mais eficiente do que o esperado e fez dois gols para garantir a classificação.
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.