Classificação final da Copa: Uruguai decepciona, Irã é o melhor entre eliminados, e Iraque o pior

Turquia é outra equipe que frustra seus torcedores, e Panamá é único a não marcar nenhum gol

| GLOBOESPORTE.COM / RODRIGO BREVES


Shoja Khalilzadeh lamenta gol do Irã anulado pelo VAR — Foto: REUTERS

A fase de grupos chegou ao fim na Copa do Mundo 2026 e, com isso, um terço dos 48 participantes arrumaram as malas para voltar para casa. Os 16 eliminados levam na bagagem algumas belas histórias de seleções estreantes e outras que não iam ao Mundial há muitos anos. No entanto, há uma boa dose de decepções como a do Uruguai, único sul-americano que não vai às fases de mata-mata no Mundial disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A Celeste só empatou com Arábia Saudita e Cabo Verde, o que decretou o fim da linha para o conturbado time dirigido por Marcelo Bielsa.

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A melhor campanha entre as equipes eliminadas foi a do Irã, que terminou a primeira fase invicto, mas não foi o suficiente para avançar. A estreia foi um empate animado de 2 a 2 contra a Nova Zelândia, e depois um 0 a 0 em que segurou a Bélgica. A queda ao também empatar diante do Egito, por 1 a 1, ainda teve requintes de crueldade, porque a equipe persa chegou a virar o jogo nos descontos com Khalilzadeh, mas o gol foi anulado pelo VAR porque o bico da chuteira do zagueiro iraniano estava impedido.

Para chegar às posições finais, o Gato Mestre seguiu os critérios divulgados pela Fifa para a Copa do Mundo. Do 33º ao 48º ficam os eliminados ainda na fase de grupos. Para cada um desses grupos, são levados em conta os critérios de desempate do próprio torneio, ignorando os confrontos diretos, já que as equipes empatadas, em geral, não se enfrentaram. Pela ordem, em caso de igualdade na pontuação geral: melhor saldo de gols, mais gols marcados, número de cartões e, por fim, ranking da Fifa.

Veja a classificação final da Copa do Mundo do 33º ao 48º lugar:

*De 33º a 48º foram eliminados na Fase de grupos.

Outra grande decepção ficou por conta da Turquia. A seleção com jovens promessas como Arda Güler, do Real Madrid, e Yildiz, da Juventus, perdeu os dois primeiros jogos para Austrália e Paraguai finalizando mais e tendo maior posse de bola, mas não conseguiu transformar as oportunidades criadas em gols. Foi para o último jogo precocemente sem chances de classificação, jogou solto contra o líder da chave Estados Unidos e venceu por 3 a 2, deixando a impressão que poderia ter ido mais longe.

A pior campanha foi a do Iraque que sofreu três goleadas num grupo bem difícil: 4 a 1 para a Noruega, 3 a 0 para a França e 5 a 0 para o Senegal. Mas a equipe do Oriente Médio não ia a uma Copa desde 1986 e ao menos comemorou um golzinho. Essa felicidade a torcida do Panamá não teve. A seleção da América Central foi a única das 48 que não balançou as redes dos adversários e, como perdeu seus três jogos, também se despediu.

Por fim, mesmo dando adeus ao Mundial, vale uma menção honrosa ao menor país do mundo a disputar a competição. Curaçao fez um golzinho em sua estreia e celebrou apesar da goleada sofrida para a Alemanha, por 7 a 1. Depois viveu seu grande momento ao segurar um 0 a 0 diante do Equador com destaque para o goleiro Eloy Room, mas não resistiu à Costa do Marfim na rodada final. O 42º lugar, longe da lanterna, graças ao pontinho conquistado, dá para entender como campanha positiva.

*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.



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