Nada de vuvuzela: boiadeiro toca berrante para torcer pelo Brasil

Morador de uma fazenda em Amambai, Júlio veio até Campo Grande para assistir à partida

| CLAYTON NEVES E SAMUEL ISIDORO / CAMPO GRANDE NEWS


Nada de vuvuzela! Para torcer no segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo, o boiadeiro Júlio Teixeira escolheu um instrumento com essência pantaneira. Para mandar boas vibrações e comemorar os gols da Seleção, o som escolhido foi de um berrante.

Morador de uma fazenda em Amambai, Júlio veio até Campo Grande para assistir à partida e chamou atenção em um bar na Capital. Com camisa da Seleção, chapéu e bota de cowboy, ele carregava o tradicional instrumento e levou para a torcida um pouco da cultura pantaneira.

Apesar da animação em torno do jogo, Júlio admite que futebol não é exatamente sua paixão. Acostumado ao universo rural, ele diz que seu verdadeiro interesse está nas competições de laço comprido.'Eu gosto de laço, não gosto muito de jogo. Meu ramo é laço comprido ', contou.

Mesmo assim, aceitou o convite para sair da fazenda e acompanhar a partida na Capital. Segundo ele, a experiência foi diferente da rotina do interior. 'Eu vim porque me convidaram para vir para a cidade. Lá no mato não pega TV', explicou.

Durante a transmissão, o berrante virou atração entre os torcedores. O boiadeiro também comparou o ambiente da cidade com o da fazenda. Para ele, o interior oferece uma convivência mais tranquila.

'Lá na fazenda é top. Um leva um porco, outro leva duas galinhas , outro leva outra coisa. Lá é muito melhor', disse.

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