Mobilização reúne mais de 300 pessoas contra hidrovia no Rio Paraguai

Abraçaço encerra série de atos com críticas ao projeto de navegação no Pantanal

| GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Mobilizadores durante encerramento da ação (Foto: Vinicius Galharte/Área 51)

Mobilização contra a implantação da hidrovia no Rio Paraguai reuniu mais de 300 pessoas na manhã deste sábado (6), em Corumbá. O ato, chamado de “abraçaço', integrou a programação da Romaria do Pantanal e do Cerrado e marcou o encerramento de uma série de atividades iniciadas na última quarta-feira (3).

De acordo com a mobilizadora popular Luany Mônaco, o grupo realizou um abraço simbólico no rio como forma de protesto. Durante o ato, manifestantes carregavam cartazes com frases como “Ferrovia sim! Hidrovia não' e “Navegação na fase de seca não'.

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A mobilização contou com a participação de organizações, como a FONASC (Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas), reunindo representantes de comunidades tradicionais, movimentos sociais e apoiadores da causa ambiental.

Segundo Luany, as ações realizadas ao longo da semana contribuíram para fortalecer a participação popular no debate. “Como mobilizadora, vi que essas ações trouxeram fortalecimento para a comunidade, que se sentiu mais forte e potente', disse.

Ela também destacou a importância da participação em espaços institucionais, como audiências públicas. “A comunidade participa, mas muitas vezes não tem voz. Na audiência de ontem, conseguimos falar e debater sem sermos silenciados', pontuou.

Para a mobilizadora, o processo foi marcado por maior representatividade social e política. “Vejo com muito bons olhos, porque foi nítido o fortalecimento popular', concluiu.

A mobilização ocorre em meio ao avanço de projetos ligados à expansão portuária em Corumbá e à discussão sobre a viabilidade da hidrovia no Rio Paraguai, tema que tem gerado impasses entre setores econômicos e ambientais. Enquanto defensores apontam potencial logístico para o escoamento de cargas, críticos alertam para os impactos no bioma do Pantanal, especialmente em períodos de estiagem.

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