Guedes diz que pode estender auxílio novamente após outubro

Ministro afirmou que, se a pandemia persistir até outubro, quando terminará mais uma renovação, o benefício será estendido

| INFORMATIVOMS / AGêNCIA BRASIL


foto ilustrativa / internet

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (25) que se a pandemia persistir até outubro, quando terminará mais uma renovação do auxílio emergencial, o benefício será estendido novamente.

Em reunião no Senado, Guedes também elogiou a performance da economia brasileira diante da crise sanitária, destacando a nova etapa da reforma tributária entregue ao Congresso, que, segundo ele, vai desonerar trabalhadores.

"Quem dirige o auxílio emergencial não é a economia, não é sequer a política: quem dirige o auxílio emergencial é a pandemia. Se a pandemia continuasse fora de controle em setembro, outubro, novembro... vamos de ter de renovar de novo o auxílio emergencial, mas não é a expectativa no momento", afirmou Guedes na Comissão Temporária da Covid-19 no Senado.

O ministro disse ainda que na segunda-feira deverá voltar a divulgar um "bom" número de geração de empregos. Ele se referia aos dados do Caged, que compila números de postos formais de emprego, de maio.

 

Guedes voltou a destacar o crescimento da economia, acompanhado de geração de empregos e de queda da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o ministro, esse número deve cair a 84% ao fim deste ano.

Ele comentou ainda a segunda etapa da proposta de reforma tributária entregue nesta manhã ao Congresso. O ministro defendeu a taxação de dividendos aos mais ricos, considerando "inadmissível" que bilionários paguem zero nessa rubrica enquanto assalariados sentem o maior peso dos impostos.

"É inadmissível. O bilionário recebe dividendos todo ano e paga zero sobre dividendo", disse Guedes.



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