Brasileiro condenado a mais de 40 anos por tráfico de drogas é capturado em Capitán Bado

Aldair Ovelar, conhecido como “Careca”, era procurado pela Justiça brasileira. Operação apreendeu arma, munições, veículo, celular e dinheiro


Foto reprodução

O brasileiro Aldair Ovelar, de 35 anos, conhecido como “Careca”, foi capturado por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD) em Capitán Bado. Segundo as autoridades paraguaias, ele era procurado pela Justiça brasileira e possui condenação definitiva relacionada a crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e posse de armas de fogo.

Durante o cumprimento da ordem judicial por agentes da SENAD de Pedro Juan Caballero, foi apreendida uma camionete Fiat Toro, uma pistola Glock 17 calibre 9 mm, três carregadores, 45 munições, um telefone celular e dinheiro em espécie.

Condenação no Brasil

Conforme a documentação judicial brasileira mencionada pelas autoridades paraguaias, Ovelar possui uma ordem de recaptura vigente no Brasil e ainda teria 40 anos, 3 meses e 22 dias de pena a cumprir em regime fechado.

Os antecedentes atribuídos a ele pelas autoridades brasileiras remontam pelo menos a 2016. Naquele ano, segundo as informações divulgadas pela SENAD, ele foi preso em Goiás durante uma operação que resultou na apreensão de 11 toneladas de maconha que teriam origem no Paraguai.

Desde então, o nome de Ovelar passou a aparecer em investigações relacionadas ao tráfico internacional de drogas e a estruturas envolvidas no transporte e distribuição de entorpecentes.

Em 2025, ele voltou a ser citado entre os alvos procurados em Capitán Bado, durante uma ação na qual outro cidadão brasileiro foi preso e apontado pelas autoridades como integrante do Comando Vermelho.

Procedimentos para entrega ao Brasil

Após a captura, deverão ser adotados os procedimentos legais necessários para definir a entrega de Ovelar às autoridades brasileiras, conforme as regras de cooperação jurídica e policial entre os dois países. Ele deve ser entregue ainda hoje na Polícia Federal em Ponta Porã.



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