Maioria dos leitores diz não ter sido afetada pela greve da Caixa e dos Correios

Trabalhadores estão paralisados desde o dia 10; plano de saúde é uma das principais reivindicações

| CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS


Homem usando o caixa de autoatendimento da Caixa, na unidade da Avenida Bandeirantes, durante o período de greve (Foto: Juliano Almeida)

Para 69% dos leitores, a greve na Caixa Econômica Federal e nos Correios passou praticamente despercebida. Conforme a enquete do Campo Grande News, realizada nesta sexta-feira (18), 30% dos leitores foram afetados por algum dos serviços que estão parcialmente paralisados. A greve acontece desde o dia 10 de setembro em todo país e, no caso dos Correios, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que 80% dos funcionários sigam trabalhando em cada unidade durante a greve.

Entre os leitores que relataram problemas, 11% disseram ter sido afetados pela paralisação dos Correios, enquanto 12% enfrentaram dificuldades por causa da greve na Caixa. Outros 9% afirmaram que foram prejudicados pelos dois movimentos.

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Nas redes sociais do portal, o leitor Aquino Ronaldo afirmou que toda greve tem efeitos. 'É um direito constitucional brigar por melhores condições de trabalho', detalhou. Ainda na opinião dele, essa é a oportunidade para que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas, e ele espera que em breve uma solução seja colocada à mesa e aceita tanto pelos trabalhadores quanto pelo Governo Federal. Outro leitor, Fábio Santos, afirmou: 'Eu nem sabia'.

A greve dos Correios começou na noite de 10 de setembro, após os trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações do acordo coletivo. Em Mato Grosso do Sul, o Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul) afirma que o movimento ganhou adesão. Entre os principais impasses está o plano de saúde dos trabalhadores, que, em alguns casos, chega a custar R$ 1,2 mil por mês no bolso dos funcionários. A categoria também reivindica a reposição integral da inflação e a manutenção dos direitos previstos no acordo coletivo.

No sábado (12), o TST determinou que pelo menos 80% dos funcionários permaneçam trabalhando em cada unidade durante a paralisação. A decisão abrange setores de atendimento, tratamento, transporte e distribuição de encomendas, além de áreas administrativas e de suporte.

Já a greve dos empregados da Caixa também começou no dia 10 e segue por tempo indeterminado. O banco desistiu de levar o impasse ao TST e informou que pretende retomar as negociações com os representantes dos trabalhadores, além de suspender punições anunciadas durante a mobilização.

Um dos principais pontos de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência dos empregados. A proposta apresentada pela instituição foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleias realizadas na sexta-feira (11), mantendo a paralisação.





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