
Internacional
Trump acusa Brasil de falhar contra PCC e CV e cobra reação urgente do governo Lula
| INFORMATIVOMS / DOURADOS AGORA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil de falhar no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) e cobrou do governo brasileiro medidas mais duras contra as duas facções criminosas. A manifestação consta de um documento divulgado nesta quarta-feira (16) pelo governo norte-americano e encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos.
No relatório, Trump sustenta que PCC e CV ampliaram suas redes internacionais e contribuíram para transformar o Brasil em um importante ponto do fluxo mundial de cocaína. O governo norte-americano pede que o país adote com urgência ações mais firmes para enfrentar e desarticular as organizações.
As duas facções brasileiras passaram a ser classificadas oficialmente pelos Estados Unidos como Organizações Terroristas Estrangeiras em junho deste ano. A designação foi determinada pelo Departamento de Estado e entrou em vigor em 5 de junho de 2026.
Na avaliação apresentada pela administração Trump, PCC e CV representam uma ameaça que ultrapassa as fronteiras brasileiras. O governo dos EUA afirma que as organizações possuem redes criminosas internacionais e cobra ações para impedir sua expansão.
Apesar das críticas diretamente dirigidas ao Brasil, o país não aparece entre as 23 nações classificadas pelo governo norte-americano como grandes produtoras de drogas ilícitas ou importantes áreas de trânsito do narcotráfico. O próprio documento ressalta que a inclusão nessa relação não significa necessariamente que determinado governo tenha fracassado no combate às drogas, pois fatores geográficos e econômicos também são considerados.
Entre os países incluídos na relação estão Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Mianmar, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela.
O documento apontou ainda Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia entre os países que, segundo a avaliação dos Estados Unidos, não cumpriram adequadamente compromissos internacionais relacionados ao controle de drogas no período analisado.
Trump também cobrou esforços adicionais de México e Canadá para reduzir a entrada de drogas nos Estados Unidos e voltou a pressionar a China em relação às substâncias químicas utilizadas na fabricação ilegal de fentanil.
Ao mesmo tempo, o governo norte-americano destacou mudanças políticas recentes na América do Sul e afirmou enxergar novas oportunidades de cooperação regional. O relatório elogiou avanços atribuídos a alguns governos latino-americanos, embora também tenha cobrado medidas adicionais de combate ao narcotráfico.
O relatório sobre drogas é encaminhado anualmente ao Congresso dos Estados Unidos e apresenta a avaliação da Casa Branca sobre produção, trânsito de entorpecentes e políticas de combate ao narcotráfico em diferentes países.