Polícia identifica as sete vítimas de tragédia entre Iguatemi e Japorã

| INFORMATIVOMS / DOURADOS AGORA - THIAGO MARQUES


Carga de milho espalhada na pista após reboque se soltar de caminhão envolvido em acidente de Iguatemi. (Foto: BPMRv)

Quatorze dias após o acidente que matou sete integrantes de uma mesma família na rodovia entre Iguatemi e Japorã, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul concluiu, nesta sexta-feira (28), a identificação oficial de todas as vítimas.

As três últimas confirmações foram obtidas por meio de exames de DNA realizados pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), em Campo Grande. Os perfis genéticos foram comparados com amostras fornecidas por familiares, inclusive material coletado em São Paulo, onde parentes das vítimas residem.

Foram identificados Laudiceia Benites, de 30 anos, Cleonice Honorio dos Santos, de 42, e Genilson Euzebio Karay Mirim, de 32 anos.

As demais vítimas já haviam sido reconhecidas por necropapiloscopia, técnica de identificação por impressões digitais. São elas Luna Benites Santos, de 7 anos; Tiago Honorio dos Santos, de 34; Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, de 14; e Ileo Benites, de 30 anos.

Com o fim da etapa pericial, os corpos que permanecem no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) aguardam a conclusão dos procedimentos médico-legais e administrativos para serem entregues aos familiares. Após a liberação, poderão ser realizados o traslado, velório e sepultamento.

A tragédia ocorreu na noite de 14 de agosto, cerca de 70 metros após a ponte sobre o Rio Iguatemi. De acordo com o boletim de ocorrência, um semirreboque se desprendeu de uma carreta e atingiu frontalmente o Chevrolet Spin em que a família viajava.

Com a força da colisão, o automóvel pegou fogo. As condições dos corpos dificultaram o reconhecimento imediato e exigiram exames periciais mais detalhados.

A família morava em São Paulo e havia visitado parentes na Aldeia Porto Lindo, em Japorã, pouco antes do acidente. Após permanecerem na comunidade por cerca de 40 minutos, eles seguiram viagem com destino à Aldeia Tenondé Porã, onde viviam.



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