Carga de iPhones e perfumes apreendida com policial é avaliada em R$ 2,15 milhões

| INFORMATIVOMS / DOURADOS AGORA - FLáVIO VERãO


Dentro do veículo, militares do Exército encontraram 201 aparelhos iPhone 17 Pro Max e 76 frascos de perfumes de marcas variadas (Foto: Divulgação)

A carga de produtos importados apreendida com um policial militar rodoviário de Mato Grosso do Sul foi avaliada preliminarmente em R$ 2,15 milhões. A informação consta no auto de prisão em flagrante encaminhado à Justiça Militar após a abordagem realizada no último domingo (2), no Posto Pacuri, na BR-463, em Ponta Porã.

O soldado, identificado como Henrique, conduzia um Volkswagen Voyage quando foi fiscalizado por militares do Exército. Durante a vistoria, foram encontrados 201 aparelhos iPhone 17 Pro Max e 76 frascos de perfumes importados de diferentes marcas, todos sem documentação fiscal que comprovasse a regular importação das mercadorias.

A quantidade de perfumes registrada oficialmente no procedimento é de 76 unidades, número inferior aos 79 frascos informados inicialmente no registro da ocorrência.

Conforme relatório da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), o policial estava de folga, mas utilizava o uniforme da corporação durante a abordagem. Após a localização da carga, ele teria retirado a farda e vestido roupas civis.

Para a Corregedoria, o uso do uniforme pode ter transmitido a impressão de que o militar estava em serviço, situação considerada agravante pelo fato de ele integrar o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), unidade responsável pelo combate a crimes nas rodovias estaduais.

O auto de prisão militar foi instaurado por suposto crime de desrespeito a superior durante a fiscalização. Já a apuração relacionada ao transporte dos produtos estrangeiros será conduzida em procedimento próprio, com participação da Receita Federal.

A Polícia Militar também solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Segundo a corporação, a manutenção da liberdade do policial poderia comprometer a disciplina, a hierarquia e a credibilidade institucional.



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