Jacaré reaparece no Oliveira e ganha companhia de cágado e socó-boi

Fotógrafo registrou animais dividindo espaço às margens do córrego e apelidou réptil de “Oliveiré'

| KAMILA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS


Jacaré acompanhado de cágado e ave socó-boi, em área verde na entrada do Bairro Oliveira (Foto: Juliano Almeida)

O jacaré que surpreendeu moradores do Bairro Oliveira voltou a aparecer neste domingo (19), mas, desta vez, não estava sozinho. O animal foi fotografado ao lado de um cágado e de um socó-boi (Tigrisoma lineatum), todos dividindo tranquilamente o mesmo ambiente próximo ao Córrego Lagoa, em Campo Grande.

O registro foi feito pelo fotógrafo Juliano Almeida, de 52 anos. Ele passa diariamente pelo local, que fica em uma das principais rotas de entrada e saída do bairro, no cruzamento da Avenida Lúdio Martins Coelho com a Rua João Ribeiro Guimarães.

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Juliano conta que soube da presença do jacaré por meio da esposa, depois que imagens do animal começaram a circular em um grupo de moradores.

“Ontem, fiquei sabendo pela minha esposa que tinham postado no grupo do bairro e fui fotografar', relata.

No sábado (18), o jacaré, de aproximadamente 1,5 metro, havia sido filmado pela psicóloga Karoline Zanuncio dos Santos, de 23 anos. Moradora da região há mais de duas décadas, ela contou que nunca tinha visto um animal da espécie naquele ponto.

No novo registro, o jacaré aparece em harmonia com os demais animais, cercado pela vegetação. Segundo Juliano, a região já é frequentada por diferentes espécies da fauna silvestre. “Ali não há somente o novo ‘morador’, o jacaré. Também aparecem capivaras, quatis e patos', afirma.

O córrego pode ser observado por quem passa a pé, de motocicleta ou de carro. O movimento é constante, principalmente entre moradores que seguem para o trabalho ou levam crianças à escola.

Para Juliano, a presença desses animais não é exclusividade do Oliveira, já que jacarés também foram encontrados em outros bairros da Capital. Ele acredita que os córregos e as áreas de vegetação ajudam a atrair e manter essas espécies dentro da cidade.

“Creio que a região, por ter córregos, acaba atraindo essas espécies', comenta.

Questionado sobre qual nome daria ao novo morador, o fotógrafo não perdeu a oportunidade de fazer uma mistura entre o bairro e o animal. “Oliveiré. Oliveira com jacaré', brincou.

Apesar de os registros despertarem curiosidade, a orientação da PMA (Polícia Militar Ambiental) é que moradores não tentem tocar, capturar, alimentar ou espantar animais silvestres. A recomendação é manter distância e acionar a equipe especializada caso o bicho esteja ferido, ameaçado ou em situação de risco.



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