Padrasto é preso em flagrante por espancar menino de 5 anos com galho de amora

Homem disse aos policiais que a companheira pediu que ele "corrigisse" a criança

| CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS


Nádega e coxa da criança (Foto: Direto das Ruas)

Jardineiro, de 27 anos, foi preso em flagrante por maus-tratos na madrugada desta sexta-feira (3), depois que o enteado, de 5 anos, deu entrada no CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Tiradentes com diversas lesões pelo corpo. O menino foi levado à unidade de saúde pela bisavó, que percebeu os ferimentos nos braços, pernas e nádegas da criança ao buscá-la na casa da mãe, no Bairro Estrela Park.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe médica acionou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar após constatar que as lesões eram compatíveis com agressão física. A criança permaneceu sob cuidados médicos e foi encaminhada para a Santa Casa.

Localizado pelos policiais, o padrasto confessou as agressões. Em depoimento, afirmou que usou um galho de amoreira para bater no enteado depois que a mãe da criança pediu que ele 'corrigisse' o menino. Segundo o relato, a justificativa era de que a criança teria ingerido comprimidos e estaria 'teimosa'.

O suspeito disse ainda que a mãe presenciou toda a sessão de espancamento e teria incentivado as agressões. Ele afirmou que atingiu o menino nos braços, pernas e nádegas, causando vergões e inchaços.

Diante das informações, o homem foi preso em flagrante e encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. Como a mãe permaneceu na residência cuidando de um bebê recém-nascido, ela não foi levada ao plantão policial naquele momento.

Ainda conforme o registro, a autoridade policial determinou a inclusão da mulher como suspeita no inquérito por, em tese, ter se omitido e permitido as agressões contra o filho. Também foi solicitada medida protetiva de urgência, já que o casal mora na mesma residência que a vítima.

O relatório médico anexado ao procedimento aponta que o menino apresentava múltiplas lesões pelo corpo, compatíveis com trauma provocado por instrumento contundente e com o histórico de agressão relatado durante o atendimento. O exame de corpo de delito não foi realizado imediatamente porque a criança permanecia em observação médica.

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