Eleições na Fecomércio têm impasse e sindicatos se unem para manter diretoria

Presidente eleito terá que assumir dia 16 de junho, mas advogados tentam suspender pleito na Justiça

| IZABELA CAVALCANTI / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada da Fecomércio em Campo Grande (Foto: Divulgação/Fecomércio)

Após o resultado das eleições da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), realizadas no dia 12 de maio para definir a diretoria do período de 2026–2030, três sindicatos ingressaram com pedido de suspensão do pleito.

Na prática, o presidente eleito Juliano Wertheimer deveria tomar posse em 16 de junho. No entanto, de acordo com a nota da Fecomércio, o resultado permanece provisório, em razão da existência de votos sub judice.

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Em uma disputa apertada, a Chapa 2, intitulada “Renovação' e encabeçada por Juliano, venceu por 8 votos contra 7 da Chapa 1, “Consolidação', liderada por Edison Araújo, que está à frente da federação há 16 anos e queria continuar na gestão.

A defesa reuniu supostas irregularidades envolvendo três sindicatos: o Sindicfc/MS (Sindicato dos Centros de Formação de Condutores), o Sindiconstru/MS (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção de Campo Grande) e o Sindha/MS (Sindicato de Hotéis, Bares e Similares).

De forma geral, os apontamentos indicam possíveis problemas como ausência de filiação regular, inatividade cadastral, inadimplência, CNPJ inativo e dupla filiação.

O advogado Ademar Chagas, que representa os sindicatos que entraram com a ação, explica a situação.

“Houve três sindicatos que votaram precariamente por meio de medida liminar. Essas liminares deram condições para que eles participassem do pleito, essa participação precária não houve possibilidade da chapa 1 e nem a comissão eleitoral discutir, porque foi decisão judicial e se cumpre', pontuou.

Agora, o que a defesa busca é a suspensão das eleições. “Estamos buscando atualmente uma medida judicial, uma tutela para suspensão das eleições, a manutenção da diretoria atual até o mérito de todas essas ações', completou.

Chagas pontua que, sobretudo, quer a preservação da Fecomércio. “Cada um tem um tipo de irregularidade, ao nosso ver, tecnicamente e juridicamente. Há irregularidade nos sindicatos, portanto, no voto. A medida que buscamos é a preservação da Fecomércio enquanto órgão do comércio, do serviço e dos atacadistas', disse.

A advogada Telma Marcon completou dizendo que o objetivo é a segurança jurídica. “O objetivo é esse, evitar insegurança jurídica para as duas partes, não é travar, nem impedir direito de ninguém. O objetivo é que as coisas se acomodem, a justiça se estabeleça e com isso venha a decidir uma situação de forma definitiva, por enquanto as decisões são liminares, são tutelas, que não sabe se no futuro serão mantidas ou não', destacou.

O presidente do Sindha, Juliano Wertheimer, afirmou que está regularmente filiado desde dezembro de 2022, conforme o que foi estabelecido em assembleia.

Ele também pontua que as eleições foram conduzidas pela própria Fecomércio. “A eleição foi conduzida pela federação, a nomeação da comissão eleitoral foi exclusiva da presidência. Não tivemos direito de nomear ninguém. Todo o processo ocorreu com o controle da federação', disse.

Wertheimer contestou sobre a informação do sub judice. “Quem está sub judice vota apartado. O juiz mandou votar em igualdade. Estão pedindo anulação da eleição e prorrogação do mandato. Nem um dos dois é permitido, não se anula uma eleição legitimamente disputada', pontuou.

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