Membro do PSL, Coronel David não deve assinar pela instauração da CPI da Energisa proposta pelo colega de partido Capitão Contar. O balde de água fria, segundo David, é devido à falta de razões substanciais no pedido.

Ele comentou o fato de o processo ser oneroso e demorado frente à população, que deseja uma resposta rápida. O deputado ponderou que pode vir assinar se o relatório estiver com fundamento completo.

“Uma CPI custa em média R$ 200 mil, dependendo do tempo de funcionamento. Eu assino qualquer CPI que seja benéfica, porém entendo que, nesse momento, falta ao meu colega maior substância na fundamentação da CPI”, diz. 

Para o deputado, as atividades que buscam reparação de prejuízos que a população esteja sofrendo são bem-vindas. Mas, deve existir preocupação com o resultado, e não fazer algo que pode ser “um tiro no pé”.

David protocolou pedidos solicitando informações sobre a empresa ao Procon, Inmetro e na Assembleia Legislativa de Rondônia, que instaurou CPI da Energisa no último mês. Ele aguarda respostas para análise.

O parlamentar cita que parte da Casa, que não assinou, enxergou a fragilidade do documento. “A partir do momento que ele [Contar] mostrar fundamentação consistente pra que possa iniciar o trabalho, [assinarei] com certeza”, completou.

Partido dividido

Os membros do PSL também estão divididos em Mato Grosso do Sul. Coronel David foi isolado pelos colegas e é deixado de fora até de publicidade da legenda.

Nas trocas de acusações locais, o deputado chegou a dizer que membros do PSL hackearam seu celular. Soraya Thronicke e Contar reagiram com nota pública do partido e até ameaça de investigação policial.



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