“Estamos com muito medo”: família de MS teme escalada da violência na Bolívia

Dentista Wésner Vargas conta que a tensão nos protestos é crescente no país vizinho

| ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS


Antes do caos, Wésner e família fizreram registro feliz no deserto de sal, na Bolívia. (Foto: Arquivo Pessoal).



Retida em protesto na cidade de La Paz, sede do governo na Bolívia, família de Mato Grosso do Sul teme a escalada da violência no país vizinho. “A gente quer sair daqui. Estamos com muito medo', afirma o dentista Wésner Vargas, 38 anos.

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Ele conta que a tensão nos protestos é crescente, com rumores de que haverá  confronto entre os civis e as forças de segurança.

“Todos aqui estão falando que amanhã começarão os confrontos. Estamos pedindo ajuda, encarecidamente, para retornamos ao Brasil. O consulado do Brasil aqui na Bolívia não tem nenhum brasileiro para nos atender, eles não entendem o que queremos. Quem tentou nos ajudar foi a consulado boliviano daí do Brasil, com informações e traduções', diz Wésner.

Com muita dificuldade, diante das vias bloqueadas, o grupo conseguiu chegar ao aeroporto e comprar passagem para Santa Cruz de la Sierra, mais próxima a Corumbá. Porém, a viagem será somente na noite da próxima quinta-feira (dia 15).

“Na volta do aeroporto estava tudo trancado, a gente quase não conseguiu chegar no hotel. Está ficando cada vez mais difícil', relata o dentista.

Wésner e a família (mãe, irmão e cunhada) estavam em excursão de ônibus com destino a Machu Picchu, no Peru. Mas o grupo acabou retido na Bolívia desde terça-feira (dia 6).

De acordo com o jornal boliviano El Deber, são 69 pontos de bloqueio em estradas. Desse total, 26 ficam em La Paz. O protesto começou em 22 de dezembro, após o decreto presidencial que acabou com o subsídio dos combustíveis, resultando em alta nos preços.

Durante a semana, o Campo Grande News mostrou a situação de outros grupos de sul-mato-grossenses retidos na Bolívia por conta dos bloqueios.

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