Indígena é esquartejado e decapitado pelo afilhado após briga em aldeia

Polícia Civil investiga assassinato em Nhu Porã, comunidade indígena de Dourados

| GUSTAVO BONOTTO E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


Equipes da Polícia Civil cercam o local do crime, em Dourados. (Foto: Leando Holsbach)

Indígena identificado como Clanderson Vilhalva Arce foi morto a golpes de machado durante o fim da noite desta quarta-feira (30), na Aldeia Nhu Porã, em Dourados, município a 251 quilômetros de Campo Grande.

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Este é o segundo caso de esquartejamento em aldeias registrado nesta semana. Conforme apurado pela reportagem, o corpo apresentava sinais de luta, com cabeça, braços e pés separados.

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O principal suspeito do crime é o afilhado da vítima, de 17 anos, apreendido pela Polícia Militar ainda no local. Segundo a corporação, ele confessou o uso do machado para cometer o homicídio.

A motivação do crime ainda é investigada. Para a imprensa local, o adolescente relatou que o crime ocorreu após uma briga familiar. Segundo ele, Clanderson teria agredido a mãe do autor durante uma discussão, o que motivou a reação.

“Ele estava discutindo e agredindo minha mãe. Ela já tinha medida protetiva, com mandado de prisão aberto por violência. Eu tentei intervir, mas a situação saiu do controle', disse o jovem à polícia.

Questionado sobre o objeto, o adolescente afirmou que comprou o machado inicialmente para trabalhar, mas confessou que já nutria ressentimentos contra o padrasto por agressões anteriores à mãe e ameaças à família.

O suspeito relatou não ter conseguido se controlar durante a agressão, aplicando vários golpes até a morte da vítima, que foi decapitada e esquartejada. 'O cara queria dar um chute. Ele queria dar um chute em mim, queria me bater. Nisso, eu peguei e bati na perna dele', diz o afilhado, em áudio compartilhado em grupos de mensagem.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que analisa a dinâmica do crime.

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