Réu investigado por venda de sentenças deixa presídio por risco de morte

Ministro do STF concedeu habeas corpus após laudo médico apontar quadro de saúde crítico

| VIVIANE OLIVEIRA / CAMPO GRANDE NEWS


O lobista e empresário Andreson de Oliveira Gonçalves (Foto: reprodução)

Alvo das operações Sisamnes e Ultima Ratio, que investigam um esquema de venda de sentenças judiciais envolvendo magistrados e advogados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o lobista Andrerson de Oliveira Gonçalves, de 45 anos, deixou a Penitenciária Federal da Papuda, em Brasília, após oito meses de prisão preventiva. Ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar em Primavera do Leste (MT).

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O lobista Andrerson de Oliveira Gonçalves, investigado nas operações Sisamnes e Ultima Ratio por suposto esquema de venda de sentenças judiciais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foi transferido para prisão domiciliar após oito meses na Penitenciária Federal da Papuda, em Brasília. A decisão, assinada pelo ministro Cristiano Zanin do STF, baseou-se em laudo médico que apontou risco de morte devido ao estado grave de saúde do réu. Gonçalves é investigado por intermediar contatos entre advogados e magistrados em processos milionários, incluindo uma ação de R$ 64 milhões no TJMS.

Conforme o jornal Folha do Estado, a decisão foi assinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Cristiano Zanin, nesta semana, com base em laudo médico que apontou risco iminente de morte. Segundo o documento elaborado por junta médica, Andreson encontra-se em estado grave de saúde, descrito como “esquelético'. A PGR (Procuradoria-Geral da República) deu parecer favorável à substituição da prisão para garantir a integridade física do réu.

Preso desde 26 de novembro de 2024, Andreson foi detido inicialmente na capital mato-grossense no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga a negociação de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ele também é citado 43 vezes na investigação da Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, que levou ao afastamento de cinco desembargadores, um juiz e um conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado).

De acordo com a Polícia Federal, o lobista teria intermediado contatos entre o advogado Roberto Zampieri,  assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá, e magistrados investigados por corrupção. Em MS, ele também apareceu em conversas com o desembargador Marcos José Brito Rodrigues, inclusive trocando prints e mensagens sobre processos milionários em tramitação no TJMS. Uma das ações envolvia valor de R$ 64 milhões.

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