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Mães foram à Câmara protestar por leite e fraldas para crianças
O movimento é antigo e na sessão inaugural da Câmara mães foram impedidas de exibir faixas
| MARISTELA BRUNETTO E MYLENA FERNANDES / CAMPO GRANDE NEWS
Mobilização antiga, grupo de mães com crianças com deficiência foi esta manhã à Câmara de Vereadores para nova manifestação durante a solenidade de abertura do ano legislativo. Proibidas de entrar com faixas, elas levantaram a voz durante discursos para dar visibilidade às demandas. As mães têm reiterado protestos cobrando a regularização do fornecimento de dietas nutricionais especiais e fraldas para os filhos.
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Elas já tinham ido à Casa na sexta-feira, conversado com vereadores e o presidente do Legislativo Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), informaram que hoje aproveitariam a sessão para retomar os protestos.
Segundo Elisangela silva de Souza o veto à exibição de cartazes foi feito por um guarda civil, causando revolta no grupo de cerca de 15 mães. “Aqui é uma casa do povo e todo mundo tem direito de se expressar como quiser', disparou.
Ela disse ter causado estranheza a proibição, uma vez que o movimento já é conhecido, já levaram as faixas e cartazes em sessão do Legislativo Estadual e até mesmo em desfiles cívicos no centro da cidade.
Elisângela disse que os cartazes eram a oportunidade de fazer a prefeita Adriane Lopes e demais autoridades verem a mobilização e a demanda das mães. A Prefeitura fornece o alimento especial e fraldas, muitos referentes a casos judicializados, e há questionamento sobre a falta de programação para haver continuidade e regularidade.
No mês passado, a Defensoria Pública se manifestou sobre a qualidade das fraldas fornecidas pelo Município a quem precisa, sejam crianças, jovens ou adultos.
Na conversa com as mães na sexta-feira, o presidente da Câmara ofereceu a Casa para assumir uma tarefa de conciliação. Hoje cedo, ele negou que tenha havido proibição à manifestação, mencionou que o uso das faixas poderia prejudicar aos presentes a visualização da sessão de abertura do ano legislativo.
Adriane fez menção à reivindicação das mães durante seu discurso na sessão solene. Ela apontou que há esforço do Executivo Municipal em atender as necessidades das crianças, mas também apontou que é preciso cobrar auxílio da União para a solução do problema.
A Constituição Federal divide entre estados, municípios e a União o atendimento das demandas da saúde. As pessoas acabam escolhendo se entram na Justiça contra apenas um ente, mais de um ou todos. A Justiça costuma deferir os pedidos em juízo para fornecimento de medicamentos, tratamentos, fraldas. Em Campo Grande, a gestão da saúde é plena, recebendo receitas diretamente do Governo Federal para manutenção dos serviços.

