Gretap inicia arrecadação de insumos veterinários para atendimento no Pantanal

Bugios precisaram de atendimento, mas não houve necessidade da captura dos animais

| KAMILA ALCâNTARA E CAROLINE MALDONADO / CAMPO GRANDE NEWS


Responsáveis pelo atendimento da fauna nas áreas atingidas pelas queimadas no Pantanal, nesta sexta-feira (28), o Gretap (Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal) iniciou uma campanha para arrecadação de insumos veterinários para continuar os atendimentos. Com apoio de ribeirinhos do Paraguai-Mirim, a equipe monitora famílias de bugios, que sobrevivem em meio às cinzas e seca. O Grupo trabalha nas áreas desde a semana passada e a maioria dos atendimentos foram feitos no local, como é o caso de três famílias de primatas, pois estão na época de nascimento dos filhotes. As fêmeas de bugios perderam a fonte de alimento, se arriscam em áreas com presença de onças e não conseguem nutrir as crias.

'Nós encontramos três famílias de bugios em pontos diferentes onde o fogo tinha passado. São animais muito ariscos, não gostam de movimento e presença de humanos. Foram feitas plataformas para oferta alimentar desses animais, câmeras de armadilha, para justamente monitorarmos a distância. A proposta é oferecer uma condição mínima nutricional para que esse animal siga seu curso nas áreas afetadas, em busca de sobrevida', explica a veterinária e bióloga Paula Helena Santa Rita.

Após mais de sete dias em campo, nesta sexta-feira (28), terá a troca de equipes do Gretap e os moradores vão ajudar na missão de cuidar dos animais avistados. “Contamos com o apoio da população local. Os ribeirinhos são muito dedicados ao atendimento à fauna e, nesse momento de troca de turno, são eles os nossos olhos, eles que vão observar os bandos a distância para darmos condições mínimas e eles seguirem o curso natural deles', completa Paula Helena.

E para o trabalho continuar, o Grupo iniciou a arrecadação de insumos veterinários, que serão levados para os atendimentos nos pontos onde o fogo passou. Entre os insumos, eles precisam de: óleo e pomadas para queimaduras, ataduras, seringas, algodão, cateter de diferentes tamanhos e até medicamentos para dores ou infecções.

Apenas seis locais estão autorizados a receber esses materiais. Na Capital, os pontos de arrecadação são a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Instituto Tamanduá, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e o CRBio-01 (Conselho Regional de Biologia). Já em Corumbá, as doações podem ser levadas no IHP (Instituto Homem Pantaneiro), lá no Porto Geral,  e FMAP (Fundação de Meio Ambiente do Pantanal).

Os animais que necessitarem de cuidados serão atendidos no próprio local ou encaminhados aos centros de reabilitação de Corumbá e Campo Grande. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.



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