
Saúde
Bolsonaro alerta sobre vacina a crianças e diz que Pfizer não é responsável por efeitos colaterais: Veja video
"Crianças podem apresentar certos sintomas como: dor, febre, fadiga, dor de cabeça, calafrios, mialgia, artralgia dor repentinas no peito, falta de ar ou palpitação". Disse Bolsonaro
| INFORMATIVOMS / REDAçãO
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 5ª feira (6-jan-22) que nenhum governador ou prefeito poderá impedir crianças de 5 a 11 anos de se matricularem em escolas por falta de vacina contra a covid-19. O presidente afirmou que a vacinação infantil não será obrigatória.
“A vacina será de forma não obrigatória. Então, ninguém é obrigado a vacinar o teu filho. Se não é obrigatória, nenhum prefeito ou governador - existe alguns aí com essa ideia- não poderá impedir o garoto ou a garota de se matricular nas escolas por falta de vacina”, disse Bolsonaro.
Depois de parecer favorável da Anvisa, o Ministério da Saúde liberou a inclusão dessa faixa etária no programa nacional de vacinação contra a covid-19. A previsão é que a partir de 17 de janeiro as crianças receberão doses pediátricas do imunizante da Pfizer.
“Eu adianto a minha posição: minha filha de 11 anos não será vacinada. Se quiser seguir o meu exemplo tudo bem, se não quer é um direito seu”, disse.
Bolsonaro também lembrou que a fabricante da vacina, a Pfizer, não se responsabiliza por efeitos adversos. Disse que os pais ou responsáveis serão instruídos a procurar imediatamente o médico, se a criança apresentar certos sintomas como: dor, febre, fadiga, dor de cabeça, calafrios, mialgia, artralgia dor repentinas no peito, falta de ar ou palpitação.
O presidente não é contra a vacinação de crianças, só não aceita que seja de forma impositiva, sem ter um responsável legal pela vacinação. Ele defende que os imunizantes sejam aplicados apenas com prescrição médica.
Na primeira live do ano, Bolsonaro voltou a indicar que as vacinas de modo geral são experimentais. “Tem muita gente desconhecida que está morrendo após a 2ª dose da vacina. Alguns até a 3ª dose. A vacina ainda é uma coisa que desperta muita discussão para a gente chegar à conclusão dos seus efeitos ou não”, disse.
Bolsonaro perguntou, durante a transmissão, para seus auxiliares se tinham se vacinado. De 10 pessoas apenas 3 haviam recebido os imunizantes.
“Daqui de 10 pessoas, 7 não tomaram a vacina. Os 3 que levantaram o braço vão tomar dose de reforço? Não? Não? Isso compete a cada um (…) A vacina não garante que você possa não contrair o vírus. Assim como não diz nada se você está livre de morte ou não”, disse.
Ministro da saúde, Marcelo Queiroga, chegou a dar a seguinte declaração: “Os óbitos de crianças estão absolutamente dentro de um patamar que não implica decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia e da efetividade”.
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