Ederson diz que Ancelotti é assunto entre jogadores da Seleção e revela conversa com Guardiola

Goleiro afirma que estranhou ausência de Alisson em convocação de Ramon Menezes

| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Veja a coletiva de Ederson, goleiro da Seleção Brasileira

A escolha do próximo treinador da seleção brasileira é assunto entre os jogadores convocados para o amistoso contra o Marrocos, sábado, no Estádio Ibn Batouta, às 19h (de Brasília). Em entrevista coletiva nessa terça-feira, o goleiro Ederson revelou que buscou referências sobre o italiano Carlo Ancelotti com atletas que já trabalharam ou que ainda são comandados por ele no Real Madrid.

Ancelotti é o predileto do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, que em abril viajará para a Europa para negociar a contratação do substituto de Tite.

– Eu estava até comentando com o Casemiro, Vini Jr, Militão, é grande a possibilidade de ele (Carlo Ancelotti) vir . É claro, vamos em busca desse resultado (eliminação do Real na Liga dos Campeões) para ele vir o mais rápido possível – disse Ederson, rindo.

– O que me falaram sobre ele é que é um treinador excepcional, que todos no grupo gostam, é um cara que tem uma carreira muito vitoriosa, é só olhar o currículo dele. Veremos num futuro próximo se ele estará aqui ou não – completou.

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Ederson também contou de uma conversa que teve com Pep Guardiola, que o comanda no Manchester City. Ele disse ter brincado com espanhol sobre a possibilidade de ele assumir a Seleção, hipótese descartada pelo treinador.

– Eu cheguei a comentar com ele, a brincar com ele, mas ele falou que não tem essa possibilidade, porque tem contrato com o Manchester City há pouco tempo, renovou por duas temporadas, ele falou que não tinha hipótese alguma. Eu espero que anuncie logo esse treinador porque há muitas especulações, treinadores brasileiros, estrangeiros, a gente também vive nessa fase de ansiedade.

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Presente nas últimas duas Copas do Mundo, Ederson deve começar o amistoso contra o Marrocos como titular. Além dele, o técnico interino Ramon Menezes convocou Weverton, do Palmeiras, e Mycael, do Athletico-PR.

O goleiro do Manchester City disse ter estranhado nessa convocação a ausência do goleiro Alisson, do Liverpool, que foi titular do Brasil nas duas últimas Copas.

– No primeiro momento em que eu vi a lista eu estranhei, mas é a decisão do treinador. São escolhas, eu pensava que ele estaria na lista, mas não esteve, não sei o motivo, se é questão de oportunidades a jogadores mais jovens. Mas temos que trabalhar, dar nosso melhor, a cada dia surge um bom jogador novo que pode assumir essa responsabilidade também – declarou Ederson.

O amistoso de sábado marcará o reencontro de Marrocos com a sua torcida após a histórica campanha na Copa do Mundo do Catar, na qual os africanos terminaram no quarto lugar. Já o Brasil fará o primeiro jogo desde a saída do técnico Tite, que comandou a Seleção ao longo dos últimos seis anos e meio.

Veja outros trechos da entrevista de Ederson:

Novo titular do gol do Brasil?

– Eu acho que é muito cedo para isso. Claro que é sempre importante iniciar um ciclo, para mim não é diferente e espero iniciar da melhor maneira possível. Mas sabemos que é um ciclo longo, muitas coisas podem acontecer, você pode viver muitas fases durante esse período. Tem que trabalhar ao máximo, manter a consistência para poder estar aqui o máximo de vezes possível.

Ramon Menezes

– Acaba sendo uma sensação atípica, estamos vindo de um longo ciclo com o Tite, eu também participei com o Dunga. Nunca tinha tido um treinador interino na Seleção. Mas temos que dar o nosso melhor. Ele vai implementar a ideologia de treinos dele, temos que acatar e dar o nosso melhor, aproveitar a oportunidade, assim como ele quer aproveitar a oportunidade de segurar o cargo durante esse período convocatório.

Marrocos

– Será um jogo complicado, a seleção deles é boa, forte, a torcida deles é realmente muito fanática, eu lembro no Catar, estava com a minha família, voltando para o hotel em um dia de folga, e eles passaram da Espanha nos pênaltis. As ruas do Catar ficaram uma loucura, com pessoas gritando, carros buzinando. Eu ainda não tinha visto aquilo ainda, porque é um país muito reservado, você não vê muita gente na rua. Até comentei com a minha esposa: “Caramba, os marroquinos são fanáticos'. No mundo asiático e africano eles são muitos fanáticos por futebol.

Queda para a Croácia

– Foi a pior derrota que eu tive ao longo da minha carreira, muito difícil, era uma seleção que vinha entrosada, trabalhando há um certo período, nós tínhamos grandes expectativas, estávamos trabalhando duro para chegar na final e conquistar o título, infelizmente não conseguimos. Foi um golpe duro. Hoje em dia, quando se para pra conversar sobre a Copa, vem o momento da eliminação na cabeça, é difícil. Eu passeio um momento, dois ou três dias refletindo, pensando o que poderia ter feito de melhor, o que poderia não ter feito. Mas o futebol é assim. Para mim, foi mais fácil de digerir, eu faço trabalho psicológico e me preparo para todas as circunstâncias, acertos, erros, todas as situações. Todo profissional deveria fazer um trabalho psicológico, porque isso ajuda muito, principalmente o pós, que é o mais pesado. Você vê muitos atletas que depois (de uma eliminação) não conseguem ter o desempenho que tinham antes.

Enfrentar o Bayern na Liga dos Campeões

– Eu gostei. Se a gente quer ser campeão, tem que vencer esse tipo de jogos. Sabemos da qualidade da equipe adversária, que impõe um futebol bonito de se ver, vai ser um grande espetáculo para quem acompanha. Um jogo bonito de se ver. Mas temos que estar preparados para todas as circunstâncias, é nesses jogos que a gente vê se o time está preparado ou não. Eu acho que nossa equipe está preparada, já apanhamos muito nessa competição, crescemos muito. A gente tem total capacidade de bater de frente com o time adversário e vencer.

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